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segunda-feira, abril 13, 2026
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Boi Caprichoso 2026: Costureiras iniciam produção das fantasias para o festival

Parintins (AM) – Consideradas as guardiãs da estética azulada, as costureiras do Boi Caprichoso já começaram a transformar tecidos nas fantasias que darão vida ao espetáculo do Festival de Parintins de 2026. Na tarde do último sábado (11), o Conselho de Arte realizou a entrega oficial das demandas de trabalho à equipe feminina do bumbá.

Durante o encontro, o presidente do Conselho de Arte, Ericky Nakanome, ao lado dos conselheiros Socorrinha Carvalho, Peta Cid e Paulo Victor, detalhou o cronograma do ateliê. A reunião também serviu para alinhar metas e avaliar as estratégias que garantiram o sucesso logístico da produção em anos anteriores.

A Força e a Tradição nos Bastidores

Para a equipe de costura, o clima é de otimismo e foco no título. O trabalho vai muito além da técnica; ele envolve forte simbolismo e paixão pelo boi da estrela.

  • Léa Ferreira (5 anos de bumbá): “A expectativa é enorme. Estamos com todo o gás para iniciar a costura e o desejo é que tudo saia perfeito para conquistarmos o título que tanto almejamos.”
  • Lorena Cantanhede (15 anos de serviços): “Esse reencontro marca o início de um novo ciclo. Entramos com garra total. Cada costura carrega a história do Caprichoso e esse cuidado faz a diferença na arena.”

A história de Dona Iolene, de 59 anos, ilustra a forte conexão familiar dentro do ateliê. Filha do ex-Tuxaua Azemar Ferreira e mãe do atual Tuxaua, Pablo Souza, ela atua há uma década no setor. Seu expediente não acaba no corte e costura: ela faz questão de ir à arquibancada para ver sua obra ganhar o Bumbódromo.

“Quando vejo nosso trabalho lá embaixo, bonito, a emoção toma conta. Já estou ansiosa para começar e fazer tudo lindo.” — Dona Iolene.

Ancestralidade e Resgate Histórico

A conselheira de Arte Peta Cid, filha da lendária Ednelza Cid, destacou o aspecto nostálgico e histórico desse encontro com a equipe. “Ver esse grupo de mulheres me remete ao passado, ao ver minha mãe e tantas outras pioneiras iniciando essa arte no boi”, relembrou.

A também conselheira e comentarista de TV, Socorrinha Carvalho, reforçou o carinho pela dedicação das profissionais: “Hoje entregamos a carga de trabalho e as recebemos com o carinho que merecem, pois elas são a alma do Caprichoso. Ver a força feminina na costura do nosso boi é uma alegria imensa”.

Homenagem e Despedida

O evento também reservou um momento de profunda sensibilidade e espiritualidade. O Conselho de Arte e as costureiras formaram uma corrente de oração em homenagem a Cilica Farias, que faleceu na última semana, em Parintins. Apaixonada pelo que fazia, a costureira foi peça fundamental na confecção de indumentárias históricas do bumbá, deixando um legado inestimável de talento, precisão e amor à arte.

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