Relatos de problemas durante aplicação de provas do concurso da Seduc-AM em Manaus

Candidatos reclamam de problemas durante a realização neste domingo (8) das provas do concurso da Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc-AM), em Manaus. Um deles relata que as provas chegaram com 30 minutos de atraso e que não havia salas disponíveis. Além disso, há informações de que provas de São Gabriel da Cachoeira foram enviadas para a capital. Ao menos 20 pessoas registraram Boletim de Ocorrência denunciando problemas no exame.

Segundo relatos dos candidatos, ao chegarem na escola informada no cartão de confirmação, receberam a notícia de que não tinham salas disponíveis para a realização da prova.

“Quando nós chegamos na escola, a gente já se deparou sem local para fazer a prova, não tinha sala nenhuma disponível. Faltavam três salas para a realização das provas, que eram as salas 9, 10 e 11. Nós tivemos que ficar aguardando na área de refeitório da escola enquanto os outros candidatos se dirigiam para as suas salas e ficamos nessa incerteza. Quando deu 7h45 conseguiram uma sala e já pediram para aguardar porque as provas ainda estariam chegando porque não tinha malote de prova com o nosso nome, iam enviar uma prova extra para a gente”, afirmou a candidata Susy Martins.

Os candidatos relatam, então, que após a chegada da prova, uma representante da organização do concurso afirmou que as provas eram de candidatos do município de São Gabriel da Cachoeira, no interior do estado.

“8h45 chegou a prova, sendo que a prova chegou em cima de um mototáxi sem nenhuma identificação, não sabemos quem foi que trouxe, a gente não sabe a procedência original dessa prova. Foi entregue para o coordenador e, quando chegou na sala, colocaram os malotes em cima da mesa e uma moça se identificando como coordenadora do Instituto que realiza a prova. Ela disse que as provas eram provas extras de outros candidatos que não realizariam mais a prova no município de São Gabriel da Cachoeira”, afirmou a candidata.

Segundo os relatos, a coordenação do concurso disse aos candidatos que iria riscar os nomes que estavam nas provas para que, de caneta, eles pudessem colocar os próprios nomes no exame. “Disse que as provas tinham selo e que o selo era cadastrado com o nome do candidato, mas que ela própria, de punho, teria aberto o lacre e riscado o nome de todos os candidatos que estavam com aquela prova”, disse Susy.

Um grupo de aproximadamente 20 pessoas se recusou a continuar realizando a prova e foram até o 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP) para registrar a ocorrência contra a organização do concurso.

Mais de 238 mil se inscreveram. As provas são aplicadas em 234 locais espalhados pela capital e interior do estado, em dois turnos: 8 às 11h e à tarde, das 14h às 18h.

O que a Seduc diz
Em nota, a Seduc confirmou que faltaram provas para alguns candidatos e que, de imediato, foram providenciadas provas extras, que existem para esse tipo de situação.

“As provas extras foram conduzidas da base do instituto organizador do certame por motoqueiros da Polícia Militar e escoltadas por batedores da PM em malotes lacrados.

Quando as provas chegaram à escola, o grupo de candidatos se recusou a aceitar as provas e saíram da sala.

A alegação deles era que as provas não tinham os nomes deles, mas as provas extras não constam nomes de nenhum candidato pois são criadas para solucionar problemas dessa natureza. O conteúdo das provas extras são os mesmos das provas personalizadas.

A Seduc informa que por conta desse incidente as provas na escola começaram às 8h45, mas a coordenação ampliou o prazo de encerramento para às 11h50, não havendo prejuízo de tempo.

Sobre informação que provas de São Gabriel da Cachoeira terem sido levadas até a escola, essa notícia é falsa”

G1 AM / https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/candidatos-relatam-problemas-durante-aplicacao-de-provas-do-concurso-da-seduc-am-em-manaus.ghtml

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