Curiosidade

Por que devemos agir agora contra o Coronavírus?

Coronavírus são um grupo amplo de vírus frequentes em animais. Ao longo de nossas vidas quase todos temos contato com algum vírus deste grupo. Atualmente, quando falamos em Coronavírus em geral estamos tratando de um tipo específico de Coronavírus.

Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa.

A atual pandemia é causada por um tipo específico de Coronavírus: o chamado Coronavírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave 2, ou SARS-CoV-2, do inglês Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavirus. Sim, se trata de um “primo” do vírus responsável pela SARS original, que assolou a Ásia em 2002. Este é o vírus que causa a chamada COVID-19, Coronavirus Disease 2019.

Atualmente não existe tratamento específico para a COVID-19 (ou outros tipos de Coronavírus) que a cure. O tratamento visa a aliviar os sintomas da doença enquanto o corpo do paciente combate o vírus. Também existem medidas que todos podem tomar para evitar serem contaminados e contaminar outras pessoas.

Também não há vacina para o Coronavírus, por ora.

Como ele se espalha?

Espalha-se através de gotículas expelidas pela tosse, fala ou espirro de pessoas doentes. Essas gotículas podem estar presentes tanto no ar quanto em superfícies contaminadas como rosto, mãos e objetos como maçanetas, barras de transporte público, botões de elevador etc. Não devemos nos esquecer de uma das principais superfícies que tocamos hoje — os celulares. Quando esse material entra em contato com a mucosa dos olhos, nariz e boca, ocorre a infecção.

Por isso, é importante lavar as mãos com água e sabão, cobrir a boca com a parte interna do cotovelo quando tossir e espirrar, evitar ao máximo contato com outras pessoas, evitar levar as mãos ao rosto e higienizar celulares e computadores em áreas de acesso público com frequência.

Quais os sintomas?

Os sintomas são principalmente febre alta (acima de 37,8 graus celsius), em geral acompanhada de tosse seca, aperto no peito, falta de ar, dificuldade para respirar.

É importante lembrar que pessoas infectadas pelo vírus podem demorar até 14 dias para apresentar sintomas. E que há indivíduos assintomáticos. Por isso é importante que todos evitem sair de casa e tomem as medidas de cautela e higiene.

Mas então é mesmo uma espécie de gripe, né?

Não. Além de a gripe ser causada por vírus influenza, as taxas de contágio e letalidade da gripe são muito menores — como exemplo, pode-se pensar na gripe H1N1, que tinha taxa de letalidade de cerca de 0,6%, em face da taxa estimada entre 2 e 3,4% da Covid-19.

A comparação é ainda mais díspar se pensarmos na gripe sazonal comum, cuja letalidade gira em torno de 0,1%. Ou seja, pelo menos 20 vezes menor do que a letalidade do novo Coronavírus.

Além disso, é um vírus muito mais contagioso que as gripes, com sua disseminação crescendo exponencialmente.

Ou seja, não se trata de só mais uma gripe.

O vírus deixa sequelas?

Ainda não há consenso a respeito do vírus deixar ou nào sequelas, mas não existe evidência de que se trata de uma doença que nào deixa sequelas. Por isso, é importante que o mínimo de pessoas seja contaminada e que hajamos neste sentido.

Mais do que isso, já existem estudos que indicam perda de capacidade pulmonar em pessoas curadas do vírus, que podem perder de 20 a 30% da capacidade pulmonar.

O que fazer caso eu acredite que estou ou que alguém próximo está contagiado? Devo ir imediatamente ao hospital?

Justamente para evitar propagação do vírus e superlotação de hospitais, deve-se ir ao hospital apenas caso haja sintomas compatíveis com coronavírus, especialmente falta de ar e dificuldade para respirar ou febre muito alta. Antes de ir ao hospital, recomenda-se telefonar para avisar sobre a suspeita, especialmente se você tiver viajado recentemente ou tiver tido contato com uma pessoa infectada.

Caso haja suspeita mas ainda não haja febre alta e falta de ar, ainda é importante que a pessoa que apresenta os sintomas seja mantida em isolamento — se possível, em um cômodo separado da residência, com roupas e talheres individuais e higienizados separadamente.

O Ministério da Saúde disponibiliza um app (versão Android e versão iOS) que, além de mostrar informações a respeito do vírus, facilita a tomada de decisões por pessoas que creiam estar contagiadas.

Tenho sintomas e não consegui ser testado. O que devo fazer?

Infelizmente há relatos de pessoas com sintomas (febre alta, falta de ar, etc) que não conseguiram ser testadas. Nesse caso, busque isolamento, fique em casa. Se necessário, insista para obter um atestado que te permita ficar em casa pelos próximos dias — o ideal é que sejam 14 dias.

Achei esse tratamento caseiro ou vacina caseira (gargarejo, tomar bastante Vitamina C, chá de alho, etc). Funciona?

Ainda que haja medidas que você possa tomar para melhorar sua imunidade — se alimentar corretamente, tomar bastante água, dormir bem e bastante — , não há evidências de que qualquer solução caseira destas baste para se curar da Covid-19.

É importante repetir: não há, por enquanto, cura para o coronavírus.

Gargarejo com água quente não evita contaminação por coronavírus.

Devo evitar algum remédio?

Caso tenha dores, os médicos recomendam evitar ao máximo aspirina/AAS, Advil, ibuprofeno e afins.

Dê preferência para os analgésicos paracetamol e dipirona.

Quais são os grupos de risco?

Idosos, imunodeprimidos, pessoas com doenças crônicas (asmáticos, hipertensos, diabéticos, pessoas com problemas nos rins e no coração) e fumantes (incluindo os de maconha) são parte dos grupos de risco.

Jovens que não fumem, mas sejam afligidos por doenças crônicas e comorbidades, também estão no grupo de risco. Uma das vítimas fatais do Coronavírus na Espanha tinha apenas 21 anos, por exemplo.

Embora crianças não estejam no grupo de risco, é importante que elas sigam as mesmas orientações de higiene que adultos, justamente porque podem acabar sendo vetores da doença.

Tenho uma pessoa em grupo de risco na família. O que faço?

Recomende a essa pessoa que não saia de casa em hipótese alguma. Ofereça-se para fazer compras para ela e realizar qualquer outro tipo de tarefa que exija sair de casa. Deixe as compras na porta da casa dela. Mantenha contato virtual para que a pessoa se sinta menos isolada.

Incentive a pessoa a tratar de suas condições crônicas da melhor forma possível e garanta que ela tenha sempre os remédios à disposição.

Também garanta que esta pessoa esteja devidamente vacinada contra a gripe comum.

Quero ajudar a combater o coronavírus, o que faço?

Fique em casa, se possível. Procure fazer home office e não saia para nenhum evento social. Convença outras pessoas a fazerem o mesmo e compartilhe informações verdadeiras (como este FAQ e os links listados ao fim dele) com o máximo de pessoas possível.

É importante que as pessoas, mesmo que não tenham sintomas, não saiam de casa para que o número de pessoas infectadas pare de crescer de maneira exponencial, como o gráfico abaixo e o simulador do jornal Washington Post (ambos em inglês) mostram:

aFonte: CDC

Se precisar sair, evite ao máximo usar transporte público e aglomerações em geral. Toque o rosto o mínimo possível. Não toque em outras pessoas. Lave as mãos com frequência. Higienize celulares.

Tá, mas eu não tenho nenhum sintoma, não posso continuar saindo?

O fato de você não apresentar sintomas não quer dizer nada. O vírus pode demorar até 14 dias para causar quaisquer sintomas. Também é possível que você seja um paciente assintomático, que, apesar de não apresentar sintomas, pode transmitir o vírus para outras pessoas.

Já há pesquisas que indicam que indivíduos assintomáticos são responsáveis por 79% das transmissões do vírus.

Fique em casa.

Sou jovem, não tenho nenhuma condição pré-existente, mas sou fumante. O que fazer caso contraia o vírus?

Jovens fumantes estão no grupo de risco, então é bom ficar especialmente alerta. O Ministério da Saúde disponibiliza um app (versão Android e versão iOS) que, além de mostrar informações a respeito do vírus, facilita a tomada de decisões por pessoas que creiam estar contagiadas.

Sou idoso, mas tenho uma saúde de ferro. Não estou no grupo de risco, estou?

Sim, está. Idosos fazem parte do grupo de risco independentemente da sua condição de saúde. A letalidade entre pessoas com mais de 60 anos é muitíssimo mais alta — cerca de 5 ou 6 vezes, pelas estimativas atuais — do que entre pessoas mais jovens. É importante lembrar também que nenhum de nós tem anticorpos para esse vírus específico. Não importa quantas vezes você tenha escapado de uma gripe. Isso não é apenas “mais uma gripe”.

Ok, mas eu sou jovem e saudável, não tem risco pra mim, né? É só o grupo de risco que é afetado, mesmo, não?

Em primeiro lugar, todos nós estamos suscetíveis a contrair o vírus. Embora a letalidade entre pessoas jovens seja baixa e alguns sequer apresentem sintomas, estudos iniciais indicam perda da capacidade pulmonar entre pessoas que contraíram o vírus, independentemente da idade. Em segundo lugar, pessoas jovens assintomáticas servirão de vetor para a transmissão da doença aos mais suscetíveis. Portanto, mesmo que não tiver sintomas, o mais recomendável é evitar contato social. Fique em casa o máximo possível.

Ah, mas a dengue, o feminicídio, a corrupção, a falta de saneamento, a tuberculose, matam muito mais, né?

Existem diversos pontos a serem considerados nesta questão. Primeiramente, questões sociais, como feminicídio e corrupção, não são tratáveis como doenças e não fazem parte da alçada da saúde. Não são tampouco questões menores, mas se preocupar com o Coronavírus no momento não exclui continuar se preocupando com estes problemas.

A dengue, de fato, é um problema grande no Brasil. No momento, inclusive, está acontecendo mais um surto da doença no país. Entretanto, isso não significa que não devamos nos atentar ao Coronavírus, pelo contrário. A atenção deve ser redobrada, até porque temos mais doenças que podem nos acometer. Como a taxa de transmissão do Coronavírus é muito alta, se tivermos muitas pessoas infectadas, o sistema de saúde como um todo tende a colapsar, ou a chegar muito próximo disso, o que atrapalha também o tratamento das pessoas com dengue. Além disso, estas pessoas, quando vão aos hospitais, correm o risco de se infectar também com Coronavírus, o que pode ser extremamente perigoso, considerando que elas já estão doentes e com a imunidade comprometida.

O mesmo se aplica a todas as outras doenças — não há sentido em criarmos mais um problema para o sistema de saúde.

E se for só eu saindo? Qual o problema? Uma pessoa só não vai ter tanto impacto

A Coreia do Sul, país que até agora está sendo exemplo na contenção do coronavírus por ter baixa letalidade e grande volume de testes e informações sobre seus pacientes, foi muito bem sucedida na contenção dos primeiros 30 casos. Todo o esforço quase foi por água abaixo quando uma paciente ignorou as orientações para se manter em isolamento e foi à igreja.

Essa única paciente é responsável por cerca de 2000 casos no país, cerca de 80% de todos os casos na Coreia. Ou seja, se ela tivesse ficado em isolamento, muitas vidas seriam salvas.

Quando evitamos sair sem necessidade, diminuímos nossa exposição ao vírus e diminuímos a chance de contaminar outras pessoas. Como o número de pessoas infectadas pelo vírus cresce de maneira exponencial, o isolamento funciona para diminuir drasticamente a velocidade da infecção. É o que nos mostra um estudo de professoras da universidade de Oxford sobre o ocorrido na Itália:

Lodi foi a primeira cidade italiana a ser afetada pela pandemia de coronavírus e decidiu, no dia 23 de fevereiro, realizar um shutdown, isto é, começou a fechar prédios, repartições e empresas públicas, recomendou fechamento de empresas privadas, etc. A cidade de Bergamo, que fica a 1 hora de carro de Lodi, tomou decisão semelhante no dia 8 de março. No gráfico abaixo, a diferença entre uma cidade e outra.

aFonte:

Qual a lógica do isolamento? Ficaremos assim pra sempre?

A ideia do isolamento é “achatar a curva”, como descrito logo acima. Garantir que os sistemas de saúde não fiquem sobrecarregados, ao mesmo tempo em que ganhamos tempo para que os cientistas possam desenvolver vacinas e buscar tratamentos mais eficazes do que os atualmente disponíveis.

Ainda não é possível dizer por quanto tempo deveremos tomar estas medidas, mas o mais provável é que o tempo de quarentena seja reduzido se tomarmos medidas de precaução o quanto antes. Países que foram rápidos para tomar medidas de isolamento possuem menor número de infectados e não tiveram de tomar medidas drásticas como as que estão sendo tomadas em locais como Espanha e Itália.

Mas o governo não orientou nada nesse sentido, ainda. Não vai atrasar o calendário das Olimpíadas, das minhas aulas/do meu projeto/do campeonato de futebol de botão do meu bairro?

Sim, vai atrasar muita coisa. Sem dúvidas o vírus vai causar prejuízos a todos. No entanto, é importante que coloquemos as coisas em perspectiva: os prejuízos crescem de maneira linear; a epidemia de Covid-19 cresce de maneira exponencial.

As consequências para o sistema de saúde podem ser terríveis, possivelmente levando ã falência total do sistema de saúde, como ocorreu na Itália. No país mediterrâneo, médicos estão sendo forçados pelas circunstâncias a escolher quem deve ser salvo. Idosos acima de 80 anos provavelmente serão abandonados para morrer por falta de leitos de tratamento intensivo.

O tempo de reconstrução e reorganização das atividades é muito maior caso haja mais mortes. O prejuízo será muito maior caso demoremos a tomar atitudes. Cabe a todos nós agirmos individualmente, independentemente do que foi decidido pelos governos. Existem evidências de que os governos estão agindo mais lentamente do que devem — mas nós não precisamos esperar o governo para tomarmos providências.

Ok, vou ficar em casa! Devo estocar comida? Papel higiênico?

Faz sentido estocar produtos indispensáveis, em especial comida e remédios. Isso porque assim diminuímos o número de viagens ao mercado e a exposição ao vírus.

No entanto, é importante ter moderação. Não há necessidade de comprar centenas de rolos de papel higiênico, por exemplo. O ideal é, quando for estocar comida, estocar mantimentos suficientes para no máximo 3 meses e depois retornar ao mercado se necessário.

A maior prioridade deve ser obter remédios para tratar doenças crônicas.

Posso pedir comida? Devo tomar alguma precaução?

O ideal é que, com o progresso da doença, se evite ao máximo pedir comida para não expor mais gente ao vírus.

Se possível, evite contato com o entregador (peça para ele deixar o pacote na frente da porta ou na portaria do prédio, por exemplo).

Abra o pacote e lave as mãos após retirar a comida da embalagem. Quando for descartar as embalagens, lembre-se de lavar as mãos novamente.

Tá, mas eu preciso trabalhar, como faço? Que cuidados devo tomar?

Se possível, trabalhe de casa. Peça para seus chefes para trabalhar em casa e mostre a necessidade de home office para os seus superiores.

Se tiver de comparecer pessoalmente ao trabalho: evite, se possível, ir e voltar do trabalho usando transporte público (é melhor caminhar, usar bicicleta, carro, Uber, etc). Caso pegue o transporte público, redobre a atenção com cuidados de higiene.

Evite contato físico entre pessoas e reforce para seus colegas de trabalho a importância desta e outras medidas de cuidado.

Mas não é injusto eu fazer home office enquanto tem gente que não pode ficar em casa?

Não, não é. Temos de nos esforçar para diminuir o número de vetores e, consequentemente, a quantidade de vírus circulando, de pessoas infectadas e de pessoas que precisam utilizar o sistema de saúde.

Muito mais injusto é ser infectado sem ter feito nada de errado ou precisar do sistema de saúde e não ser atendido.

Tenho uma empregada doméstica mensalista/diarista, o que faço?

Como já mencionado, há um risco duplo envolvido, no caso. Além de a empregada ter de sair de casa, ela ainda possivelmente ficará exposta a vírus no transporte público. Por consequência, duas residências poderão ficar expostas ao vírus.

Em quase todos os casos, o ideal é que se busque negociar a dispensa do máximo de empregados domésticos, justamente para que eles também possam ficar em casa.

Caso a dispensa não seja possível, deve-se ressaltar a importância dos cuidados individuais: lavar a mão sempre que possível, evitar contato físico com pessoas, cobrir tosse e espirro com os cotovelos ou lenços, evitar levar a mão ao rosto e sempre higienizar aparelhos celulares.

Eu sou gestor em uma empresa, o que devo fazer?

Garantir que o maior número possível de pessoas possa trabalhar de casa, ou seja, home office. Estudar se a presença das demais pessoas é necessária.

Garantir que as pessoas que vão trabalhar presencialmente o façam sem utilizar o transporte público, diminuindo sua exposição ao vírus — e a exposição de outras pessoas a possíveis portadores do vírus.

Reforçar a necessidade de cuidados de higiene — higienizar celulares, evitar contato físico com outras pessoas, espirrar e tossir em lenços ou na parte interna do cotovelo etc.

Posso viajar?

Deve-se evitar viagens ao máximo. Não viaje por distâncias longas a menos que seja estritamente necessário — mesmo que não esteja com os sintomas da doença. Você pode ter o vírus e estar assintomático e acabar levando o vírus para locais em que ele ainda não estava presente.

Então eu devo entrar em pânico?

Não há motivo para desespero ou pânico, mas devemos estar alertas, buscar informações e tomar cuidados. Mesmo que estes cuidados pareçam exagerados para outros ou mesmo para nós, podem salvar dezenas de vidas.

Não achei álcool em gel, o que faço? Existe um substituto pro álcool em gel?

Evite ao máximo contato com outras pessoas e superfícies, lave as mãos sempre que possível com água e sabão (por cerca de 20 segundos) e evite colocar as mãos no rosto (nem para coçar ou ajeitar os óculos). O álcool gel é uma medida secundária, é mais importante lavar as mãos.

Além disso, o álcool tem de ter pelo menos 60% de concentração para ser eficaz no combate ao Coronavírus. Até por isso é importante evitar receitas caseiras de álcool gel e checar os rótulos dos antissépticos que comprem para garantir que pelo menos 60% seja álcool.

Mais do que isso, se você já está em casa, aproveite para lavar as mãos com água e sabão.

Não é alarmismo demais? Na China já está tudo bem, né?

Não. É importante que as pessoas ajam o quanto antes para diminuir a velocidade com que o vírus se espalha pela sociedade, evitando que o sistema de saúde fique sobrecarregado.

Além de a China ser um país muito pouco transparente a respeito do que ocorre dentro de suas fronteiras, não é possível descartar uma segunda onda de coronavírus no país.

Além disso, mesmo pelos relatos a que temos acesso da China, não está tudo bem por lá. O governo continua restringindo a movimentação das pessoas pelo país, que ainda opera em marcha lenta. Lembrando que a China apenas conseguiu controlar o vírus com isolamento e quarentenas muito rígidas — justamente o que buscamos evitar com quarentena voluntária.

Não é uma conspiração da China? Do capitalismo e dos mercados financeiros? Tudo um plano maligno?

Ao contrário da teoria da conspiração em que acreditam o Presidente Bolsonaro e seu entorno, não há nenhuma evidência neste sentido. Ainda não se sabe quais vão ser as consequências da pandemia para a economia chinesa ou para a economia global. É possível que empresas busquem pulverizar suas fábricas e fornecedores, hoje concentrados na China, por exemplo.

Da mesma forma, não existe nenhuma evidência de que se trate de um plano de algum outro país ou grupo de pessoas.

As hipóteses mais aceitas para o surgimento do vírus, até agora, descartam a ideia de que havia intenção por trás da origem do vírus. Ou seja, o vírus não foi criado como arma biológica ou parte de uma conspiração.

Ah, mas em Cuba/Israel/Terra do Nunca já tem vacina, né?

Ainda não há vacina. Existem diversos países buscando vacina e experimentando tratamentos novos para a Covid-19. Mas nenhum país passou dos testes em animais, ainda.

Em resumo: o que fazer?

Se possível, ficar em casa. Evitar ao máximo contato com outras pessoas, evitar transporte público ao máximo, lavar as mãos com frequência, não levar as mãos ao rosto, cobrir espirros e tosse com os cotovelos ou lenços, manter a higiene de aparelhos celulares.

Links úteis:

  • Stay the Fuck Home: Manifesto pela Quarentena Voluntária
  • App Coronavírus SUS — Android
  • App Coronavírus SUS — iOS
  • FAQ Covid 19 — Estadão
  • Covid-19 Infecção e Gravidez — Royal College of Obstetricians & Gynaecologists (em inglês)
  • Casos confirmados da COVID-19 no Brasil
  • Crescimento exponencial e pandemias (vídeo)
  • The Prepared — Guia para se preparar para a pandemia de Covid-19 (em inglês)

…..

Esse texto foi criado e cedido gentilmente ao Mega Curioso por Daniel Costa.

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Fonte: Mega Curioso

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