Nação Azul em Festa com Bicampeonato em 2018 do Caprichoso

Com mais um 3 a 0 e com uma diferença de 3,7 pontos, o boi-bumbá Caprichoso sagrou-se bicampeão do Festival Folclórico de Parintins em 2018. No resultado final, o Boi da Francesa e do Palmares somou 1.259,1 pontos contra 1.255,4 pontos do boi da Baixa de São José. A apuração das notas dos dez jurados aconteceu no Bumbódromo nesta segunda-feira (02 de julho).

A festa azulada iniciou no Bumbódromo e ganhou às ruas da Ilha até o curral Zeca Xibelão com a presença da diretoria, itens individuais e coletivos, além de participantes das torcidas organizadas FAB e Raça Azul, demais torcedores e simpatizantes do bumbá. “Chega do contrário fazer o que quer. Eu vou lutar sempre por esse boi. Eu e o Jender pensamos unicamente no Boi Caprichoso e o bicampeonato é nosso”, enalteceu o presidente do Touro Negro, Babá Tupinambá.

Ainda sobre a conquista do título 2018, Babá dispara que o presidente do Garantido lhe chamou de moleque. “Peço ao Fábio que respeite esse ‘moleque’ apaixonado pelo boi Caprichoso. Podem me chamar de maluco, de menino, moleque. O importante é que o bicampeonato é nosso com a união de todos. A peia só não foi maior porque emprestamos pontos para o contrário”, desabafou.

O título 2018, veio com uma participação intensa da galera, performance impecável dos itens individuais e coletivos nas três noites de disputa na arena do Bumbódromo. Explorando o projeto “Sabedoria Popular: Uma Revolução Ancestral”, na primeira noite, o Caprichoso abriu o festival 2018 (29 de junho) e venceu por dois décimos de diferença, somando no geral 419,4 pontos contra 419,2 pontos do Garantido com a temática “Ancestralidade: O Ethos do Saber Popular”, contando a história do herói e pai da sabedoria popular, Jurupari, até a chegada dos colonizadores, com os missionários cristãos, mudando o rumo da história, a partir da catequização dos povos indígenas através das alegorias: “Árvore Ancestral”, a Exaltação Folclórica “Terra: Mãe Ancestral”, o Ritual Indígena “Iniciação Tariana”, a Figura Típica Regional “Caboclo Curador”, e finalizou a noite com a Lenda Amazônica “Terror das Noites”, do artista Ferdinando Carivardo.

Na 2ª noite, dia 30 de junho, o Caprichoso novamente venceu, somando 419,8 contra 417,5 levando para a arena a afirmação do bumbá como o Boi de Negro do Brasil, festejando a ancestralidade como ponto de partida para a revolução cultural e social do povo de Parintins, narrando a épica saga nordestina para a Amazônia, influenciada pelo ciclo econômico da borracha, exaltando o boi de negro, celebrando a ancestralidade Sateré-Mawé, reverenciando a história Aymará do nascimento da flor das águas amazônicas e transcende à profecia do pajé Yanomami, Davi Kopenawa, através da temática “Encontros: Um Mosaico Saberes”, com a performance das alegorias “Águas da Diversidade”, Lenda Amazônica “Sissa: Uma História de Amor”, Figura Típica Regional “O Seringueiro”, que se transformou em Exaltação Folclórica “Boi de Negro”, seguido do módulo Celebração Tribal “Sabedoria Sateré”, e finalizando com a alegoria da superação do Ritual Indígena “Transcendência Yanomami” do artista Kennedy Prata.

O novo 3 a 0 se concretizou com o subtema, “Arte: A Revolução pelo Saber Popular” da última noite de disputa (1º de julho) do Boi Caprichoso, iniciou homenageando às mulheres com a entrada de Maria do Povo, sucedida pela figura emblemática das artesãs amazônicas que teceram o saber ancestral em fios de amor, seguido da lendária boitatá vinda do lixo das cidades brasileiras com um alerta contra a poluição dos rios, seguida pela lenda da mística sedução do boto romanceio e a finalização será o ritual de transcendência makurap com a toada “Dowari – O Caminho dos Mortos”. /Kedson Silva/JI

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