As dificuldades dos estados

As dificuldades dos estados

Muitos imaginam que o Estado pode realizar tudo o que quer em concessões e benefícios, e não percebem que, na medida em que as dádivas são atendidas, haverá menos obras e serviços públicos necessários à população. Idealizam que o país nunca vai quebrar, e oferece tudo a todos, admitindo sejam os recursos públicos disponíveis inacabáveis.

Os governos não podem ser generosos, pois devem entender que são apenas intermediários do dinheiro público, para enviar de volta à população, através de serviços e infraestrutura, os impostos arrecadados.

O privilégio outorgado será pago por todos os contribuintes. O dinheiro administrado pelos governantes vem da arrecadação, competindo ao gestor distribuí-los, com avaliação criteriosa em favor da coletividade, e na sua melhor destinação possível: saúde, educação, segurança, sem superfaturamentos ou corrupção.

Pagamos tarifas escorchantes para sustentar uma máquina inchada e ineficiente, sendo necessárias mudanças para enfrentar o desgaste das contas públicas e sua melhor aplicação. A melhoria dos gastos estatais é vista com ceticismo pela população, em virtude da incredulidade da boa política, dado o envolvimento de políticos na seara delituosa.

Para assegurar a solvência estatal serão inevitáveis algumas mudanças constitucionais, por enquanto postergadas pelo Legislativo e a grande verdade no Brasil é que não há recursos para cobrir os gastos com pessoal, custeio, programas sociais e obras.

No período eleitoral o maior interesse será manter o foro privilegiado, inexistindo preocupações no tocante à retirada do país da grave crise que nos aflige.

Tudo poderá mudar, a depender do voto dos eleitores em candidatos competentes e não corruptos, e que se mostrem habilitados para conseguirmos uma nação menos desigual, e colocada no caminho do desenvolvimento.

A PETROBRÁS SEM POLÍTICOS – Não será sensato permitir-se que a Petrobrás volte a quebrar, como ocorreu outrora, quando foi usada para gerar propinas de empreiteiras a privilegiados.

Na gestão Dilma Roussef, entre 2011 e 2014, a Petrobrás sofreu um prejuízo de R$ 89,5 bilhões para pagar aumento de custos não repassados ao consumidor, arruinando a empresa.

A cautela decorre da saída do engenheiro Pedro Parente do comando da Petrobrás. Sua retirada foi motivada pela movimentação do Palácio do Planalto e de lideranças do Congresso para reduzir os preços da gasolina e do gás, depois do congelamento do preço do diesel, e pelo interesse do governo e de parlamentares nos R$ 100 bilhões do leilão dos barris de petróleo excedentes do pré-sal para bancar novos subsídios.

Parente recuperou as finanças e a capacidade de investimento da companhia, destroçada nos governos anteriores, que adotou o petrolão para financiar o populismo. Só se conseguiu salvar e sanear a companhia, quando retirados da administração os interesses políticos.

O exercício da presidência da empresa deve estar resguardado por total autonomia, para não permitir ingerências que possam conduzi-la a prejuízos.

DA INTERVENÇÃO MILITAR – Foi excelente a resposta dada pelo general Sérgio Etchegoyen aos que defendem intervenção militar: “Isso é coisa do século passado. Meu farol é muito mais potente que o retrovisor”.

As melhores soluções para as crises devem ser buscadas no ambiente democrático, após discussões lúcidas e competentes, sem imposições, agressões ou prisões.

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