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Antiga mancha solar abriga gêiser feito de plasma

Após décadas de estudo dos fenômenos naturais registrados no sol, apenas recentemente as conclusões sobre os eventos começam a surgir, especialmente sobre os gêiseres, locais de ejeções periódicas que liberam enorme quantidade de energia. O artigo foi publicado no The Astrophysical Journal e pode estar chegando à respostas concretas sobre a existência dos gêiseres de plasma.

Dentre os fatores que permitem a formação de tais fenômenos, um dos mais relevantes é a manifestação de dois movimentos coincidentes da estrela solar. O primeiro seria de dentro para fora, onde o plasma expelido da superfície em ebulição encontra-se, na atmosfera, com as baixas temperaturas espaciais, causando uma espécie de choque térmico. Após o contato, a substância retorna ao núcleo do corpo mais densa, reiniciando seu processo após recuperar sua temperatura original.

O segundo seria a própria rotação do sol, com diferentes partes girando em velocidades inconstantes, já que o plasma no equador solar gira mais rápido que nos pólos. Dessa maneira, junta-se ao movimento de dentro para fora, criando uma extrema agitação que favorece o aumento da energia e a amplificação dos campos magnéticos, aumentando a tensão nos eixos magnéticos e liberando os raios-X.

(Fonte: Getty Images/Reprodução)(Fonte: Getty Images/Reprodução)

Tais eventos resultam no surgimento das manchas solares, que possuem temperaturas diferentes de outras regiões do sol, destacando-se em meio à vista. Locais de extrema pressão, seu plasma é empurrado fortemente para dentro, causando uma reação imediata e na mesma proporção, expelindo a substância para longe da superfície solar, algo que até hoje cria dúvidas nas explicações de cientistas.

E foi a partir desses conceitos que os cientistas Alin Razvan Paraschiv e Alina Donea do Observatório Solar Nacional, traçaram suas respostas sobre os gêiseres, após observarem 10 deles que surgiram em24 horas.

Durante metade do tempo, as explosões de lava ocorreram por conta do acúmulo de campos magnéticos, aumentando a pressão em cima da mancha solar e expulsando a substância além da superfície. Na outra metade, houve o que chamaram de "cancelamento", com o magnetismo não mais pressionando, mas fugindo em direções opostas, movimento de reação à saída de lava.

Dessa forma, houve a conclusão de que todos os eventos estavam ocorrendo em um mesmo gêiser oculto pela mancha solar, revezando entrada e saída da substância forçado pelas diferentes movimentações do campo magnético do sol.

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Fonte: Mega Curioso

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