A tradição da festa do Divino em Itacoatiara

A tradição da festa do Divino foi trazida pelos portugueses no período colonial, com a vinda da família imperial para o Brasil. Em Itacoatiara, o bairro da Colônia tem sua origem desse período.

A louvação ao Divino Espirito Santo, vem sedo cultuada no bairro, apartir da disposição de antigas famílias do local que inciaram a louvação ao Divino. Em 1937 tem-se noticias das disputas entre a família Medeiros, Reis e Amazonas, que até os dias de hoje mantém a tradição de fazer o almoço dos inocentes, de colocar o mastro de frutas e fazerem pequeno cortejo religioso em homenagem ao Divino.

Anos mais tarde a igreja, através da Prelazia de Itacoatiara, resolveu assumir a festa, para evitar conflitos entre as famílias que disputavam a corôa do Divino, que era de prata e tinha uma pombinha de ouro em sua parte superior. Essa coroa sumiu por conta da disputa e a Prelazia apresentou uma nova coroa a antiga capela, que foi construída no local, onde hoje está erguida a igreja cede da Paróquia do Divino. Hoje em dia, são comemoradas duas festas:

A oficial, feita pela Paróquia do Divino Espirito Santo, da rua principal do bairro da Colônia, rua Alvaro França, que tem uma proativa comunidade, liderada pelos padres da Missão de Guadalupe e pelo clube de jovens, que engrandecem o evento. Eles realizam, o Festival de Música do Espirito Santo – FEMUES, que agita as noites da festa. Ainda realizam o novenário, as Missas, bingos, leilão e a tradicional procissão, que neste ano será no dia 20 de maio e acontece as 17h.

A outra festa, acontece na rua General Carneiro, liderada pela Profª. Maria José Amazonas, que é descendente da família Medeiros e com sua família organizam a festa do mastro e almoço do inocentes para crianças carentes e promesseiros, que ocorre as 12h do dia da procissão do Divino.

Na festa da rua General Carneiro, tem como apse, a derrubada do mastro de frutas, que tem todo um ato cerimonial para ergue-lo e derruba-lo. Na ponta do mastro, é colocada uma bandeira branca do Divino, onde é amarrada uma certa quantia em dinheiro. O felizardo em apanhar a bandeira, fica na obrigação de colocar o mastro no ano seguinte e recebe, a função de juiz da festa do próximo ano!

Frank Chaves

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