Vida problemática – Por Max Diniz Cruzeiro

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Uma vida problemática ocorre quando uma pessoa fixa sua atenção sobre o problema. De forma que suas canalizações sucessivas ficam em sintonia com um tipo de conflito que surge pela necessidade de resolução de um ou mais dilemas.

A pessoa fica centrada sobre tudo aquilo que lhe causa sofrimento, e a partir das constatações de uma falta passa constantemente a se agonizar em torno de suas necessidades e desejos.

O problema é aquilo que surge como necessidade de ação de um indivíduo no qual uma pessoa deverá desencadear uma ação para fazer com que o propósito de corresponder a essa necessidade atinja o seu objetivo de insurgência para que o indivíduo volte as suas atividades laborais cotidianas se livrando do conflito.

Porém, algumas pessoas ficam com a atenção estatizada sobre o foco daquilo que elas ainda não conquistaram. Essa é a vida problemática, no qual o indivíduo não consegue encontrar uma saída para sair da sua estrutura de visualização de problemas.

Imagine uma situação hipotética de uma menina que ainda não conseguiu habilidades suficientes para abrir um refrigerante. O seu conflito está inscrito em uma esfera, no qual essa criança passa a colher estruturas de raciocínio de incapacidade diante da dificuldade enfrentada.

Porém, o seu suplício não para por ali, ela se torna incapaz de observar que alguém pode solucionar o seu conflito, e sem se dar conta que foi resolvido, parte para outra problemática no qual o seu foco e sua atenção passa a se prender sobre a nova esfera de conflito.

E de conflito em conflito o dia inteiro desta menina vai projetando sua consciência para um nível de atividade que a condiciona acreditar na sua capacidade de operação das coisas que interage ao longo do dia.

E quando este fenômeno passa a girar em torno de um padrão, então a mente deste indivíduo fica condicionado a percepção constante de fracasso e uma inabilidade total de manipular as coisas e o mundo a sua volta.

Uma vida problemática aprisiona uma pessoa dentro de um tipo de sofrimento que não liberta, fazendo com que um organismo se ressinta mais vezes e provocando com maior frequência dor e sofrimento psíquico.

Todo este processo pode surgir de uma aceleração do processo de resolução em que se amplia uma inabilidade em virtude de falta de um controle temporal em que os fatos devem ser desencadeados para a solução dos conflitos.

A pessoa quando está diante da problemática, já se coloca na posição de vítima, ou total falta de capacidade de operação de suas atividades que condicionam o seu comportamento social.

O certo seria que ela percebesse que quando o regime de urgência apresenta um problema a ser resolvido para que o indivíduo continue a sintetizar as suas necessidades e desejos, que um sentido crítico passasse a nivelar o nível de angústia, e o nível de atividade e atitudes necessárias para que a solução que irá tirar a pessoa da condição de conflito seja o movimento ideal que irá deslocar a força da atividade humana para impulsionar a ação que irá resolver o problema.

Neuro cirurgião Max Diniz Cruzeiro (DF)

A escala natural deste processo é: aparecimento primeiro da urgência ambiental, dela se simula a percepção de uma falta ou ausência, então se instala um diferencial dentro do indivíduo numa tratativa de proximidade de alguns fatores e distanciamento de outros que ainda o indivíduo não é possuidor, a consequência direta é o surgimento do problema, como um núcleo de consciência padronizado e instanciado que deve ser resolvido, mesmo que provisoriamente, para em seguida se instalar o conflito, ou seja a liberação de energia que deverá ser alocada pelo instanciamento que retém a problemática para que haja uma definição de atividades.

Deste processo podem surgir duas ou mais diretivas: a primeira e mais comum é a desorientação ou desordem, onde o indivíduo se sente incapaz de solucionar por si próprio a nova demanda ao qual está sendo solicitado se fusionar; a segunda é partir para a canalização de algo já percebido que possa ser integrado como uma solução que irá libertar o indivíduo de ficar constantemente aprisionado ao instanciamento que retém o problema.

Quando o indivíduo não vence a etapa passada, ele passa por uma esfera de atrito, onde somaticamente a probabilidade de exercer um tipo de rivalidade dentro do problema instala o conflito como se ele projetivamente gerasse agressão. Talvez por uma tentativa de fuga ou incapacidade de resolução em que o indivíduo crê na sua falta de operação do problema.

As pessoas que instalam a vida problemática gostam de se situar dentro das primeiras etapas deste processo, por nutrirem uma crença de constante manutenção do problema, que pode se desprender subjetivamente para um tipo de falta de atividade como demonstrado aqui, ou, elevar demasiadamente o nível de apreensão de um indivíduo.

A somatização social das ações negativas no decorrer do dia e da falta de sucesso das operações de comportamento podem induzir a instalação do padrão de comportamento instanciado que colocará o indivíduo dentro da rotina.

Quando uma pessoa perceber que está sendo deslocada para a atividade que a aproxima para reter grande parcela de sua ocupação cerebral em torno do problema e cada vez menos com menor atenção, foco e controle sobre como solucionar o seu conflito, é sinal de que ela deverá fazer um processo de organização interior a fim de melhor controlar os seus movimentos. Parte de um simples ponto de observação, onde a pessoa é canalizadora de si mesmo, e a partir das conclusões que chegar passar a ajustar sua rotina para agir conforme a sua necessidade de demanda, sem elevar a ansiedade, angústia, ou outros tipos de afetação que possam fazer o indivíduo se perder ao longo do caminho.

Fraternalmente,

Max Diniz Cruzeiro
LenderBook Company
www.lenderbook.com

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