Um sol para cada um (até para os bichos)

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Manaus – A temperatura é um dos fatores primordiais para a qualidade de vida do ser humano. Em dias de muito calor, sempre temos aquele jeito diferente de lidar, tentando escapar das altas temperaturas.

Ao contrário do que muitos pensam, o pelo não interfere na temperatura corpórea, tendo em vista, que estes animais não transpiram (Foto:Reprodução e Divulgação)

Entretanto, os nossos ‘melhores amigos’, pets domésticos, nem sempre aguentam essas condições climáticas e acabam sofrendo em virtude do calor extremo, que é comum ao clima do nosso ambiente. Fato esse que tem causado preocupação em donos e criadores.

A saída que a estudante Bianca Gomes encontrou para amenizar o calor de seu bichinho, por exemplo, foi a tosa. “A Bebel vivia ofegante e bebendo muita água. Tosei o pelo dela, bem curtinho. Ela também sempre procura os lugares mais frescos da casa”, revelou.

Porém, a veterinária Camila do Valle aconselha a não deixá-los totalmente ‘pelados’. “Quanto à tosa, isso vai depender de caso pra caso. Há animais que são muitos expostos ao sol, não é recomendável tosar para não expor a pele à queimaduras, principalmente, animais brancos e de pele clara. Em animais com pouca exposição solar, a tosa pode ser feita, desde que sejam observados os cuidados de cada raça. A tosa deve ser proporcional ao quanto o animal é exposto ao sol. Nunca se deve tosar até a pele, pode sim, baixar o pelo mas não a ponto de expor a pele, porque isso pode causar problemas dermatológicos futuros, como fungos e bactérias, além das sarnas”, salienta a médica.

Ao contrário do que muitos pensam, o pelo não interfere na temperatura corpórea, tendo em vista, que estes animais não transpiram. Eles trocam temperatura pela pele, pelos coxins e pela boca.

Filhotes e idosos têm mais dificuldades que os adultos para regular a temperatura, seja no calor ou no frio. Animais de pelagem abundante e mais escura, os que tem focinho curto (no caso de alguns cães — bulldog, shitzu, pug e rottweiler — e gatos persas) e os que estão em parcial ou integral confinamento, são os que mais sofrem com as fortes temperaturas. Gatos sofrem mais com o sol, pois têm mais risco de câncer de pele, principalmente nas orelhas.

Outra saída para fugir do calor é uso de ventilador e do ar-condicionado. Mas, Camila alerta aos donos: “Devem ser usados com as mesmas restrições usadas para um bebê. Evitar ambientes muito frios, ar-condicionado muito forte ou vento direto em cima do animal”, orienta a médica.

Ambientes propícios

A dentista Lidiane Fernandes cuida de oito cães e sete gatos, todos resgatados das ruas e tirados de situações de maus-tratos e abandono. “Procuro mantê-los sempre em área bem arejada. Tenho o cuidado de levar para passear em horários quando não esteja muito quente, e que o chão não esteja quente, para não queimar as patinhas”, comentou a dentista.

Lidiane também falou do cuidado especial com os gatinhos. “Eles têm um cantinho deles que é bem ventilado. Mas como não têm acesso à rua, eu procuro sempre deixá-los à vontade nas áreas aqui de casa, para se refrescarem também. Água nunca é demais! Eu molho sempre a área onde eles gostam de ficar e, em dias de muito calor, eu faço gelo e jogo para eles brincarem”, finaliza.

O médico veterinário Fábio Gato Lopes lembra que é preciso atenção até mesmo nos passeios. “Recebemos muitos casos de internação ou insolação. Os donos levam seus animais, acabam esquecendo amarrados ou dentro do carro”, conta.

Manter o animal em um carro, com as janelas fechadas, é extremamente perigoso. Quanto mais ar quente, mas calor os animais sentem.

http://d24am.com/amazonia/animais/um-sol-para-cada-um-ate-para-os-bichos/

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