Manaus – O salário de admissão do trabalhador com carteira assinada no Amazonas aumentou R$ 114,58, em 2017, com relação a 2016. Balanço anual do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgado na última sexta-feira, aponta que o pagamento do trabalhador contratado no Estado corresponde a 86% do que foi demitido da mesma função.

Alimentador de linha de produção e técnico de enfermagem foram as ocupações que mais geraram vagas em 2017, segundo os dados do Caged (Foto: Sandro Pereira)

Em dezembro de 2017, a renda inicial do trabalhador formal do Estado foi de R$ 1.389,01, contra R$ 1.274,43 em dezembro de 2016, um crescimento de 9% no ano. A inflação do período acumulou alta de 2,94%.

Com relação ao salário inicial de novembro, R$ 1.335,80, o aumento foi de R$ 54, no penúltimo mês do ano, os admitidos receberam 88,5% do salário daqueles que foram demitidos no mesmo mês.

O setor que melhor pagou o trabalhador do Amazonas foi a extrativa mineral com salário médio inicial de R$ 3,9 mil, seguido do serviço industrial de utilidade pública com renda de R$ 1,7 mil. A indústria aparece em terceiro lugar com R$ 1,5 mil em média. Entre os setores que pior remuneram o trabalhador estão o comércio, com R$ 1.109,85 mil e a agropecuária, com R$ 1.136,05.

No País, a remuneração média fechou 2017 com crescimento de R$ 45,41. Segundo o Caged, o salário médio de admissão em dezembro de 2017 foi de R$ 1.476,35 e o de demissão, de R$ 1.701,51. Com ajuste pela inflação medida pelo Índice Nacional dos Preços ao Consumidor (INPC), os ganhos reais foram de R$ 45,41 (+3,17%) para o salário de admissão e R$ 26,29 (-1,52%) para o salário de desligamento, em relação a dezembro de 2016. Já na comparação com novembro de 2017, houve crescimento de R$ 4,99 (0,34%) no salário de admissão e redução de R$ 25,16 (1,50%) no salário de desligamento.

Mais vagas

Alimentador de linha de produção e técnico de enfermagem foram as ocupações que mais geraram vagas em 2017, segundo os dados do Caged. Foram admitidos 5,7 mil trabalhadores contra 4,5 mil demitidos da função de alimentador de linha de produção o que gerou um saldo de 1,2 mil novas vagas. Já técnico de enfermagem abriu 1,1 mil novos postos de trabalho. Em média, o alimentador de linha de produção ganha R$ 1.141,84 inicialmente, enquanto o técnico de enfermagem recebeu, em média, R$ 1.069,34.

Na outra ponta, a função de cozinheiro foi a que mais encerrou oportunidades no ano passado com o fechamento de 1,1 mil vagas no Estado, seguido por montador de veículos (linha de montagem) com 357 postos de trabalho a menos. O salário inicial dessas ocupações foram de R$ 1.126,83 e R$ 1.293,69, respectivamente.

No País, as ocupações que mais geraram empregos foram assistente de vendas, servente de obras e garçom.

Nova regra de contratação por trabalho de forma intermitente ganha força na Região Nordeste
O comércio do Nordeste tem sido um entusiasta da nova maneira de admitir empregados: os contratos intermitentes – quando não há carga horária mínima e o trabalhador atua apenas quando convocado. Dados do Caged indicam que 33,4% de todos os trabalhadores contratados sob o novo regime criado pela reforma trabalhista estão no Nordeste.
Por ocupação, o cargo de assistente de vendas é, disparado, o mais contratado com 67,2% das novas vagas. A nova maneira de contratar passou a vigorar em 11 de novembro.

Desde então, 5.641 empregos foram criados no regime intermitente. Desses, 1.886 foram nos Estados nordestinos. O coordenador-geral de Estatísticas do Ministério do Trabalho, Mário Magalhães, explicou que varejistas da região têm usado esse instrumento para reforçar o pessoal em períodos específicos, como a Black Friday e também nas vendas de fim de ano.

Mercado de trabalho no AM fica estável, aponta Caged
No ano passado, o Amazonas criou apenas 78 novas vagas, resultado do saldo das contatações e das demissões.
No acumulado de 2017, somente dois segmentos registram resultados positivo. O comércio liderou com abertura de vagas, com 2,3 mil postos, seguido dos serviços industriais de utilidade pública, com saldo de 109 vagas. Já a construção civil terminou o ano com o pior resultado, 1,4 mil vagas encerradas, seguido da indústria, com 575 postos fechados. Em 2016, o Estado havia fechado 18 mil vagas, 37 mil, em 2015, e 5,9 mil, em 2014.
Já o mercado de trabalho do País encerrou 2017 praticamente estável, com o fechamento de 20,8 mil postos.

http://d24am.com/economia/salario-de-admissao-do-trabalhador-do-am-aumentou-r-114-no-ano-passado/

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