[Resenha/Crítica]: Roda Gigante Vavá Pereira | 28 de dezembro de 2017 | 0 comentários Compartilhar no Facebook

Kate Winslet bem iluminada.

Há muito tempo temos, pelo menos, uma história de Woody Allen por ano, talvez por isso, é um diretor que vive de altos e baixos. É muita produção, daí é fácil cair na ruindade e não conseguir contar uma boa história, foi o que aconteceu com alguns de seus filmes nos últimos anos – Dirigindo no Escuro, Scoop, Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos, Para Roma com Amor – mas ainda é um diretor capaz de envolver e, ainda mais, transgredir e inovar em situações que vão se revelando em grandes surpresas – Match Point, Vicky Cristina Barcelona, Tudo Pode Dar Certo, Meia Noite em Paris, Blue Jasmine, Homem Irracional.

O certo é que Woody Allen é um diretor acima da média, já com 82 anos, é o diferencial para qualquer roteiro, temos vários filmes que bebem da fonte de Allen, mas ninguém faz o “cotidiano” como ele, e em Roda Gigante ele volta contando a amargura de uma mulher casada e desesperada, uma mulher que faz de tudo para viver um grande amor.

A fotografia de Vittorio Storaro é um caso à parte, é ela que comanda o sentimento da protagonista vivida por Kate Winslet. Em sua casa é tudo acinzentado, é um lugar que a vida está parada, é um espaço que falta espaço para Ginny, ali é um momento em que a personagem perde totalmente o seu eixo, vive com um homem que não ama, tem um pequeno filho que é um incendiário, literalmente, e uma enteada que não lhe gera conforto. Mas as cores do seu quarto são outras, claro, quando o marido não está. É ali que o vermelho é intenso, e sim, é nesse pequeno ambiente que a luz entra sem pedir licença. Um alívio para a “pobre” Ginny.

Ginny tem um amor às escondidas, e esse amor é um turbilhão de emoção, uma emoção que vira brilho, um brilho que se intensifica a cada novo momento e, se alguém chegar para ofuscar essa delicadeza, o brilho vai embora, para mais tarde voltar.

Kate Winslet vinha de algum tempo com personagens apáticos e mal delineados, mas a sua Ginny tem grande expressão e já pode entrar para o rol de suas melhores interpretações, falando nisso, a personagem faz lembrar Jasmine, de Blue Jasmine, visceralmente devastada por uma vida perdida e emocionalmente abalada para viver o que não consegue expor cotidianamente, é a luz que vai embora.

Nota do CD:

[Rating: 4/5]

Sinopse: Ginny (Kate Winslet) é a esposa de um operador de carrossel, Humpty (Jim Belushi), que trabalha em um parque na praia de Coney Island. Ela conhece Mickey (Justin Timberlake) um salva-vidas que também trabalha na praia e acaba se apaixonando por ele. Quando uma filha (Juno Temple) de seu marido volta para casa e também se apaixona por Mickey a roda dos desejos começa a girar.

Trailer do Filme:

Ficha Técnica:
Direção: Woody Allen
Roteiro: Woody Allen
Direção de Arte: Santo Loquasto
Produção: Edward Walson, Erika Aronson, Letty Aronson
Fotografia: Vittorio Storaro
Ano de produção: 2017
Gênero: Drama
Duração: 120 min
Classificação: 12 anos
Estúdio: Amazon Studios, Gravier Productions, Perdido Productions
Montador: Alisa Lepselter
Distribuidora: Imagem Filmes
Elenco:Bobby Slayton, Danielle Ferland, David Krumholtz, Debi Mazar, Ed Jewett, Geneva Carr, Gregory Dann, Jack Gore, Jacob Berger, Jenna Stern, Jim Belushi, John Doumanian, John Mainieri, Juno Temple, Justin Timberlake, Kate Winslet, Maddie Corman, Max Casella, Michael Striano, Michael Zegarski, Nico Petrosino, Robert C. Kirk, Steve Schirripa, Tom Guiry, Tommy Nohilly, Tony Sirico, Ziada Zienna

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