Projeto econômico em área degradada vence Prêmio Samuel Benchimol

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Manaus – O projeto ‘Valorização ambiental de imóveis rurais na Amazônia, acesso a crédito rural e capitalização do produtor’, do pesquisador Antônio de Santana, do Pará, é o grande vencedor do Prêmio Professor Samuel Benchimol, categoria Projeto de Desenvolvimento Sustentável da Região Amazônica. Já ‘Conserva de peixes da Amazônia – jaraqui, matrinxã, tambaqui e pirarucu’, idealizado por Jaqueline Bezerra, também do Pará, é o projeto vencedor do Prêmio Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente, categoria Iniciativa de Desenvolvimento Local (IDL).

Vencedores foram anunciados pelo empresário Jaime Benchimol, o vice-presidente da Fieam, Nelson Azevedo, e o presidente do Banco da Amazônia, Marivaldo Melo (Foto:Divulgação)

No total, os prêmios receberam inscrição de 249 projetos inscritos, sendo 171 válidos, que passaram por análise do comitê avaliador da 14ª edição de ambos os prêmios. Vinte foram os mais pontuados.

Os vencedores do Prêmio Professor Samuel Benchimol e Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente de 2017 foram anunciados pela comissão julgadora, na Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam). Cada um dos vencedores receberá R$ 35 mil, no evento de premiação, no dia 24 de novembro, no Clube do Trabalhador.

O empresário Mário Expedito Neves Guerreiro, 97, também receberá o destaque ‘Personalidade dedicada ao desenvolvimento sustentável da Região Amazônica’.

Ativos naturais

Santana sugere, em seu trabalho, a valorização de ativos naturais que atendem objetivos de indenização de vegetação das áreas de mineração exploradas pela mineradora Vale. Com a capitalização dos agricultores familiares e dos extrativistas, por meio do acesso ao crédito, será possível viabilizar recurso para recuperar e restaurar as áreas de vegetação nativa de reserva legal e de preservação permanente dos imóveis rurais da Amazônia, conforme Cadastro Ambiental Rural. A proposta compreende a utilização da tecnologia de software livre para identificar o conjunto de espécies da Floresta Amazônica com aptidão econômica, social e ecológica para compor os sistemas agroflorestais dos projetos a serem implantados.

Produção pesqueira

A iniciativa, defendida por Jaqueline Bezerra, visa incentivar investimentos na produção de peixes na Amazônia com a melhoria da frota, infraestrutura de beneficiamento, armazenamento e no mercado consumidor.

Estimativas indicam que o potencial pesqueiro da região gira entre 270 e 920 mil toneladas ao ano. Os negócios no setor podem gerar 600 mil empregos diretos e indiretamente, além de renda de US$ 200 milhões anuais. Com a visão focada nos novos parâmetros para o agronegócio e a bioeconomia, o objetivo do projeto é produzir e fornecer um produto rico em proteína de qualidade aproveitando as potencialidades da Região Amazônica, que atendam ao mercado popular e de exportação, evitando o desperdício dos peixes a partir da tecnologia de conservação gerando produto competitivo de alto valor agregado.

Segundo a Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca (Seap), o mercado pesqueiro mundial movimenta US$ 92 bilhões e responde por 16% da oferta mundial de proteína animal. A Amazônia produz cerca de 200 mil toneladas de pescado ao ano, responsável por, aproximadamente, 20% do total nacional. A renda anual bruta com a atividade gira em torno de R$ 470 milhões. A média do consumo de pescado brasileiro é de 6,8 kg/habitantes/ano.

Amazônia Conectada

Pelo Prêmio Professor Samuel Benchimol, os vencedores em 2º e 3º lugar, respectivamente, são os projetos ‘Programa Amazônia Conectada-Infraestrutura de Telecom para interiorização de políticas públicas na Região Amazônica’, João Guilherme Silva, do Amazonas, e ‘Leveduras isoladas na fermentação de cacau na Amazônia: da qualidade do chocolate à produção de cerveja’, de Alessandra Lopes, do Pará.

Aquaponia

Os selecionados em 2º e 3º lugar para o Prêmio Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente são ‘Aquaponia: proposta para produção sustentável de alimentos livre de agrotóxico em escala comercial’, de Otilene Santos, de Rondônia; e o projeto de Katiane de Souza, do Pará, que trata da ‘Agroindústria de cacau para a fabricação de chocolate artesanal integrado ao ecoturismo na ilha do Combú, Belém (PA)’.

http://d24am.com/economia/projeto-economico-em-area-degradada-vence-premio-samuel-benchimol/

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