Postura – Por Max Diniz Cruzeiro

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Postura é uma medida ergonômica ao qual um corpo é condicionado que permite justapor-se em termos de presença em relação a um ambiente e a si próprio, segundo as regências da lei da gravidade. Ou uma medida de comportamento, que uma pessoa se posiciona em relação a um instanciamento de um fenômeno de localidade, onde é gerado uma localização dentro de um contexto espacial onde um indivíduo se territorializa.

Os hominídeos aprenderam a usar as propriedades gravitacionais para que sua postura se posicionasse de forma ereta sob o solo, numa razão de 90º orientado para o espaço sideral.

Outros seres vivos possuem diferentes orientações espaciais em que sua postura é moldada de acordo com uma variante de absorção energética, ou simplesmente uma característica da espécie.

A postura como um posicionamento do comportamento reflete uma conduta que tem um princípio para sua gestão, e que modela um olhar coletivo ou social.

Uma postura pode ser sinônimo de valor, onde o posicionamento é o regramento ao qual o indivíduo se condiciona para moldar o seu estilo de agir como a um padrão estabelecido.

Postura também pode designar uma das etapas do acasalamento em que o macho ou a fêmea estabelece uma conduta onde sinaliza para o seu par, o momento exato em que uma cópula deve ser desencadeada sobre o ambiente.

Neuro cirurgião Max Diniz Cruzeiro (DF)

Pode sinalizar também uma medida de imposição, onde um indivíduo se sobrepõe em relação a outro com o nítido sinal de canalizar uma sensação e um sentimento de respeito em que beira a uma territorialidade.

Postura, portanto, tende a uma medida impositiva que opera um sinal de atividade no sentido de se fazer valer na visão de um par relacional, como se gerasse uma medida descompensatória numa tendência de um realce sobre si mesmo ou na visualização de um outro que se sobressai.

Pode ser também uma exigência de um modismo, no qual se condiciona a diametricidade de um corpo, numa razão que manter um comportamento gera um sobressalto na visão de quem identifica a métrica comportamental.

Postura pode ser uma exigência de um segmento quanto a um comportamento que se objetiva um status dentro do grupo.

Pode ser um tipo de conduta sustentada pela moda, que condiciona as vestimentas que sobrepõem os corpos, e dita a regra da etiqueta social para cada ocasião que venha indivíduos atuarem em ambientes sociais.

Pode ser um tipo de atitude que deva um indivíduo impor ou tomar em virtude da exigência de um comportamento social, para preservar valores, princípios e objetivos, ao qual se molda a personalidade de um indivíduo.

Uma postura segue um padrão de um rito ao qual é gerada um certo tipo de exigência comportamental. Porque se indexa a mecanicidade do corpo um tipo de subjetividade que a ancora, no qual é a síntese de um comportamento padrão que se estabelece entre gesto e pensamento.

Quando a postura não é regrada em seu sentido tradicional ou culto, ela pode fazer analogia com uma base vulgar, e quase sempre é menosprezada no trato social.

O clássico se abastece da postura como uma forma de comunicação de um estilo próprio de se comunicar com o mundo.

Cada época transita um tipo de postura que é exigido para se comutar vida, e está presente dentro de laços que marcam socialmente eventos de grande apreço e interesse de sua época, como datas religiosas, datas festivas, ritos como o casamento, passeios em campos, a forma que um homem deve tratar uma mulher, a forma que uma pessoa deve tratar alguém da igreja, na forma em que os políticos ou representantes do estado devem ser tratados e percebidos pela população.

Uma postura, portanto, está presente no tratamento dentro e fora do laço social. Na forma que um homem deve se portar diante de outro, e uma mulher diante de outra mulher. E dentro do laço como enamorados se permitem tocar e consumir uns aos outros.

É possível idealizar um galo fazendo postura a uma galinha, mas um homem quando faz o mesmo procedimento, é mais polido substituir a palavra postura pelo seu sinônimo mais humano e específico que é o ato de se fazer a corte a uma dama.

Costuma-se dizer no palavreado popular que um homem deve ter postura diante de fatos marcantes, e sobretudo não demonstrar fraqueza, por meio do rompimento do choro, onde se é admitido que crianças pratiquem o choro por ainda não serem homens em plena capacidade. Mas este fato não é uma regra, e sim um modismo que acompanha várias gerações, pois não é algo genético determinante da espécie e nem tão pouco da virilidade masculina.

Geralmente nas artes como a música, as artes plásticas, as artes cinematográficas, a dança a postura é exigida como uma forma de estar em sintonia com a obra, no qual se emprega um sentido realístico a uma cena por meio da predominância de palco de um artista.

É como se o movimento que o acompanhasse despertasse um sentido ao qual se ancora a personalidade do personagem restrito à sua localidade, sua época e o contexto onde a história é narrada.

Poetas quando declamam geralmente fazem uso da postura numa forma de apoiar a elevação e sublimação da voz para o seu ato oral de retórica.

A postura da voz é muito apreciada em vários ambientes sociais, em telejornais, em novelas, em dramas policiais, na locação de rádio e principalmente no teatro.

Fraternalmente,

Max Diniz Cruzeiro

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