Diogo Rocha / redacao@diarioam.com.br

Técnico Aderbal Lana disse que voltará para Goiás e Minas Gerais, depois que receber pagamentos em atraso (Foto: Divulgação/Manaus FC)

Manaus – Na última terça-feira (27), o técnico Aderbal Lana, 70, recusou a proposta de renovar contrato com o Manaus FC, clube que levou até o título inédito do Campeonato Amazonense deste ano. Em evidência, o Gavião do Norte vai debutar, em 2018, na Copa Verde, Copa do Brasil, Série D do Brasileiro e buscar o bi no Estadual. Um calendário cheio como todo treinador deseja.

Com uma carreira vitoriosa no futebol do Amazonas, desde que aportou em Manaus, no ano de 1985, para comandar o Nacional, o mineiro Lana, de Uberlândia (MG), percebeu que nem as glórias e méritos que trouxe aos clubes de Manaus, principalmente, amenizam as críticas e ‘broncas’ dos torcedores. Um aborrecimento frequente e desnecessário, conforme o treinador, que o afastará do mercado da bola no Estado.

“Eu sempre pensei em ir embora (do Amazonas), porque o torcedor só fica reclamando de treinador, principalmente, de mim. Os caras metem a boca em redes sociais: ‘que não saímos’ da Série D. Não sai porque não tem estrutura, os clubes mostram uma pobreza danada e você não tem perspectivas de futuro. Para ficar sofrendo críticas e críticas, melhor ir embora”, afirmou Lana.

E em meio às habituais ofensas e críticas do público durante as passagens por diversos clubes locais, o técnico Aderbal Lana conquistou o reconhecimento dos ‘cartolas’. O apogeu do São Raimundo, na década de 1990, com a ascensão para a Série B do Brasileiro, em 1999, e o tricampeonato da Copa Norte (1999-2001), ainda são os maiores feitos de Lana no futebol amazonense.

Neste ano, Lana comandou três clubes diferentes no Amazonense. Ele começou no Nacional e se transferiu, depois, para o Rio Negro, para em seguida ajeitar taticamente o Manaus FC no meio do Estadual. No Galo e Gavião do Norte, o treinador afirmou que ‘trabalhou em paz’ e sem a ingerência de dirigentes. Um critério que preza para seguir em um clube.

“Eu gosto de trabalhar de uma forma e as pessoas (dirigentes) de outra forma. Não gosto de trabalhar com muita gente nas minhas costas, eu sei o que faço dentro de campo e sempre assumi as responsabilidades. Não podemos fazer a mesmice”, disse Lana.

Com 11 títulos na Série A do Amazonense, a maioria pelo Nacional, o técnico Aderbal Lana afirmou que os críticos usam essa marca na carreira dele para hostilizar. “Você ganha um título (Estadual) e dizem: ‘só ganha título aqui (no Amazonas)’. Não entendem que para ganhar um título em um futebol muito concorrido precisa ter time na mão e estrutura muito forte. No futebol do Amazonas, precisa enfrentar todos para alavancar”, declarou.

A decisão de voltar para Goiás, onde também tem residência e família, tem sido digerida, aos poucos, por Aderbal Lana. “Não é fácil (ir embora de Manaus) para quem está (no Amazonas) desde 2006 (quando voltou ao futebol local, após um hiato de dois anos, para assumir o Fast Clube, com a parceria em Itacoatiara). Tenho filhos e família aqui”, desabafou.

Sem propostas de clubes de outros Estados, Lana afirmou que o futuro na longa carreira de técnico não preocupa. Ele ainda ficará em Manaus, para receber o restante do dinheiro das rescisões de contrato com o Nacional, Rio Negro e Manaus FC, antes de viajar para Goiás e Minas Gerais.

“Se não tiver (ofertas de emprego), vou viver do mesmo jeito. Tenho filhos, casa e um ‘carrinho’ velho para andar. Tudo está tranquilo, com qualquer R$ 10 compro um ‘meio frango’”, brincou Lana, que só retorna ao Amazonas caso o presidente do Rio Negro, Thales Verçosa, seja o único na gerência. “Eles (da nova direção do Galo) têm um pensamento moderno e eu ultrapassado”, ironizou.

O post ‘Para ficar sofrendo críticas, melhor ir embora’, diz Lana apareceu primeiro em D24am.

Fonte: http://d24am.com/esportes/futebol/para-ficar-sofrendo-criticas-melhor-ir-embora-diz-lana/

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