No Amazonas, 60% das vagas são do micronegócio

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Manaus – Seis em cada dez trabalhadores do Amazonas estavam empregados em médias e pequenas empresas, em 2016. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2012 o grupo de empreendimentos com até cinco pessoas ocupadas eram responsáveis por 56,3% dos trabalhadores, enquanto em 2016 esse percentual passou para 65,4%. Nesse indicador, as empresas com mais de 51 trabalhadores perderam representatividade, já que em 2012 empregavam 27,4% das pessoas ocupadas, caindo para 18,8% em 2016.

Para IBGE, no Amazonas as condições de ocupação sofreram perda de qualidade (Foto: Eraldo Lopes)

A pesquisa aponta, ainda, que as pessoas ocupadas como conta própria também sofreram aumento nos últimos quatro anos, passando de 411 mil para 522 mil, um crescimento de 27% no período. Mas, no entanto, o registro do empreendimento no CNPJ sofreu queda de 2%, o que indica que os ‘conta própria’ não tiveram interesse em se formalizar.

De 2012 para 2016, o número de pessoas com o registro no Estado passou de 62 mil para 64 mil. Em termos relativos, o percentual sofreu queda: em 2012, o registro no CNPJ das pessoas conta própria ou empregadoras eram de 13,7%, e em 2016 caiu para 11,3%. Em contrapartida o percentual de pessoas sem o registro no cadastro nacional de pessoa jurídica passou de 86,3% para 88,7% no mesmo período. Por trás desse dado pode estar uma serie de circunstâncias que não levaram o conta própria a se formalizar, entre elas a burocracia, o custo da papelada; a insegurança quanto futuro de seu empreendimento e o medo de ter que pagar impostos.

Outro dado importante que a Pnad Contínua revela é o local onde as pessoas ocupadas no setor privado trabalhavam. Nesse indicador, os três maiores grupos são formados por: aqueles que trabalham no estabelecimento do empreendimento (50,3%); em fazenda, sitio ou granja (20,1%) e em local designado pelo empregador (9,6%). No entanto, o grupo que mais cresceu nos últimos quatro anos foi aquele em que o local de trabalho é na via pública (3,7 pontos percentuais), passando de 48 mil em 2012 para 97 mil em 2016. “O que reforça a informação de que, além do crescimento da informalidade, grande parte dela foi parar nas vias públicas do Estado”, destaca o supervisor de Disseminação de Informações do IBGE no Amazonas.

“As características adicionas do mercado de trabalho de 2012 a 2016 publicadas hoje pelo IBGE, revelam que no Amazonas, embora tenha crescido o numero de pessoas ocupadas, as condições de ocupação sofreram perda de qualidade”, destaca Adjalma.

http://d24am.com/economia/no-amazonas-60-das-vagas-sao-do-micronegocio/

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