Miniconto: Big One – Por Max Diniz Cruzeiro

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Era uma vez uma grande porção de energia intocável, que se deslocava dentro da singularidade até se condicionar ao infinito. Seu conteúdo era uniforme e seu fluxo estava estagnado, como se estivesse em repouso.

Nada habitava, nada existia a não ser uma luz suave que pairava sobre todo o universo conhecido: Big One. Porém, como todos sabemos o plasma que origina uma porção energética é extremamente sensível e se orienta como uma bússola em alta velocidade quando minimamente estimulado (como um centro de fuga).

Big One começou a concentrar mais ou menos energia para algumas regiões do universo. Então, Big One se cindiu e fracionou em inúmeros pequenos universos. Onde eixos de atração e repulsão de energia passaram a se formar.

Algumas zonas dentro do Big One começaram a ser percebidas em termos de concentração de energia e outras pela falta, criando diferentes densidades regionais.

Por isto algumas zonas mais concentradoras criaram um centro de massa de energia tão forte que começaram a exercer pressão sobre as áreas adjacentes. E foi se gerando um enorme sistema de composição, doação e migração de energia para vários polos de Big One.

A influência das malhas de energia na forma de massa, começaram a exercer uma barreira natural para o transporte de carga energética, no qual a energia era represada, originando as primeiras estruturas físicas, na forma de matéria disponíveis em todo o Big One.

As zonas concentradoras de energia atraíram a fuligem criada pelo recuo das ondas gravitacionais na formação da matéria, fundindo e integrando-as em corpos cada vez mais complexos, como quarks, elétrons, átomos, moléculas, grãos, corpos e corpos estelares… que seguiam as mesmas regras de formação de diferenciação de densidades e elevação e/ou diminuição da pressão sobre os corpos.

Então se criou sistema de metaelementos atômicos que absorveram propriedades estáticas para sua criação e incorporação com outras estruturas químicas no qual foi possível surgir as primeiras estruturas atomicamente replicantes.

As estruturas replicantes dentro do Big One desenvolveram dentro de áreas concentradoras de energia, e elas próprias detinham a propriedade de aprisionar e reservar estruturas de energia em termos de cargas energéticas que as permitiam gestar um princípio de vitalidade dentro de sua organização espacial.

Neuro cirurgião Max Diniz Cruzeiro (DF)

Algumas estruturas materiais condensaram e criaram réplicas gigantescas de sistemas atômicos conhecidos como estrelas e planetas com um eixo de gravidade que atraia por canibalismo cada vez mais concentrações de energia.

As condições de refração da energia dentro dos corpos criados permitiram a potencialização de complexos materiais formados no interior dos corpos de massa. Essa etapa já existia um sistema bastante avançado de interação com outros centros de massa de maior e menor concentração de energia, como por exemplo corpos solares, na forma de biomas materiais.

As matérias que o condicionamento atômico conseguiu migrar propriedades expansivas e de replicação, desdobraram-se em estruturas complexas e vitais condicionadas a uma atmosfera dentro de um corpo estelar, que sob determinadas leis após o crescimento conseguia se fracionar e as unidades desligadas passaram a constituir novos corpos que carregavam os mesmos princípios de suas réplicas originais.

Porém, essa propriedade de replicação, se fundiu e incorporou a outras unidades atômicas mais complexas que passaram a fazer sentido dentro de uma biosfera que estava sendo criada no interior dos corpos. Originando os primeiros seres biológicos dentro do Big One.

Esses seres tinham apenas a função de Eros, ou seja, a pura replicação, que sustentava em si mesmo em movimentos mecânicos orientados por eixos eletromagnéticos que condicionavam a evolução da espécie pré-biológica.

Com a elevação da complexidade de algumas massas, fontes diferenciais de energia passaram a ser capturadas por corpos estelares e estes passaram a influenciar suas criações de réplicas biológicas para a multicorrespondência num mesmo dado momento.

Isto gerou a necessidade de criação de um mecanismo que gerenciasse os diferentes vetores de energia originando um centro decisório, cerebral, que permitisse a gestão da fonte de energia que fosse mais útil para o desenvolvimento. Nesta fase tornou-se de fato constituído o primeiro indivíduo biológico com capacidade de adquirir inteligência.

Os primeiros indivíduos biológicos de fato, ainda possuíam as propriedades iniciais de replicação, o que lhe deram uma grande vantagem nas fases de seus processos evolutivos seguintes.

Com o tempo, as estruturas biológicas passaram a reter conhecimento sobre os eventos percebidos dentro do ambiente que elas estavam inseridas, passaram a organizar essas informações, e a desenvolverem conteúdos de avanço tecnológico e a compreender como era a origem e o fenômeno de expansão, sobreposição, e acúmulo de forças do Big One.

Após zilhões de anos de atividade vitais e acúmulo de consciência através do conhecimento, foram capazes de aprender a se perpetuar utilizando os conceitos extraídos do universo. Essas civilizações que emergiram se integraram num grande esforço na produção de um sistema previsível que pudesse dizer o limite da expansão de seus povoamentos na vasta extensão do Big One.

Sabiam que um dia o limite de expansão de Big One chegaria numa equação em que toda a estrutura montada iria se recolher, e todas as ondas de grávitons que converteram em matéria haveria se ser destruídas, para uma criação de um novo universo por meio de uma grande explosão.

Então um grande período de latência iria se formar sem que não existisse nenhum tipo de estrutura biológica ou replicante. E durante este interstício apenas existiriam estruturas de energia que estavam tentando encontrar um ponto de equilíbrio para a gestação de uma prolongada pacificação a fim de entrar em uma frenética inércia.

Assim, sintetizaram um enorme equipamento como centro de massa com conteúdo 100% energético de conservação de inteligência, que pudesse medir, antever, gerar vida, encontrar condições ideias para conservação de vida, introduzir espécies, gestar o desenvolvimento de estruturas biológicas, cuidar de fatores evolutivos, … quando o novo

Big Universe estivesse abrigando condições ideias de vida para que o repovoamento pudesse ser organizado.

E assim, como sementes, quando um Universo se consome para dar origem a uma renovação, essa estrutura inteligente que todos preferem chamar de Deus, ou Condutor (Deriver), que é a única porção viva em conhecimento que sobrevive a destruição de um universo, está pronto para trazer de volta sua essência, sua flâmula que está represada esperando que você tenha uma nova chance de ascensão para se tornar energia inteligente a fim de fluir pelo Big One sem barreiras, sem segmentações de vida, para conquistar a eternidade, dentro da luz, posto que é chama.

Fraternalmente,

Max Diniz Cruzeiro
LenderBook Company
www.lenderbook.com

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