Manaus – Desde que a cantora baiana Alinne Rosa revelou, durante entrevista, ser adepta da famosa e milenar massagem tântrica, e que já teve 50 minutos de orgasmo, a técnica voltou a ser destaque em todo o Brasil. Criada dentro da filosofia Tantra (2500 a.C), ela vai muito além do estímulo sexual, como muitos imaginam.

“Na verdade, essa massagem trabalha o desenvolvimento da sensibilidade, do sutil ao intenso, levando o corpo a experimentar novos platôs orgásticos”, explicam Jennifer Vendimiatti e Gatya Sol Moraes, ambas do Conexão Tantra, em São Paulo.

Segundo elas, são trabalhados quatro níveis de massagem. “O primeiro é por meio de toques sutis com as mãos pelo corpo. O segundo são toques sutis aliados à massagem na genital. O terceiro é uma massagem mais… Intensificada e por mais tempo na genital. Já o quarto e último nível, é o estímulo do Ponto G (mulher) e Ponto P (homem)”, comenta. No caso do homem, este estímulo acontece na próstata e, nos dois casos, os estímulos dos pontos só acontecem mediante a permissão dos clientes.

Apesar disso, muitos homens ainda acreditam que a técnica é aplicada somente em mulheres. “Existe uma técnica desenvolvida para se trabalhar em homem e em mulher. Tanto o homem quanto a mulher podem trabalhar com o desenvolvimento sexual por meio da massagem. No caso dele, é chamado de Ligam e no caso dela, é chamado de Yoni”, ressalta Jennifer Vendimiatti, lembrando que só é permitida a aplicação da técnica em maiores de 18 anos.

Brasil

Apesar de ter sido criada no Paquistão, a massagem tântrica, no Brasil, possui uma espécie de ‘guru’ e desenvolveu um método por meio de manobras especialmente elaboradas por ele. Trata-se de Deva Nishok, que teve o contato com o tantra, pela primeira vez, em 1996. “Aos poucos a pessoa vai ‘acordando’ aspectos sensoriais bioelétricos no corpo do cliente. Estes impulsos elétricos vão sensibilizando músculos e desencadeando uma reação orgástica intensa e prazerosa, de origem neuromuscular”, comenta Jennifer.

Para Gatya Sol Moraes, a massagem (que também é vista como uma espécie de terapia), pode contar com até cinco finalidades que vão além do sexo. “Aumento do amor próprio é, sem dúvida, a primeira finalidade. Só amamos o que realmente conhecemos. Quanto mais nos conhecemos, maior a nossa capacidade de nos amarmos e nos respeitarmos”, diz.

Outros pontos são: maior conexão com o corpo (o prazer está no corpo, assim sendo, quanto mais você conseguir manter a atenção nas sensações, maior será a capacidade orgástica) e aumento da intuição (ela se manisfesta por meio das sensações do corpo e é codificada pela mente: quanto mais você estiver presente às sensações do corpo, maior sua capacidade de reconhecer e decodificar sua intuição).

Isso sem falar do aumento da autoestima (muitas mulheres baseiam sua autoestima na validação externa, fazendo com que oscilem conforme a aprovação ou reprovação externa) e dos relacionamentos mais íntimos e prazerosos (a intimidade começa consigo: quanto maior for a intimidade com o seu corpo e com suas emoções, maior será sua capacidade de manter relacionamentos íntimos).

E como não poderia deixar de ser, a massagem tântrica, obviamente, melhora a libido e também auxilia no tratamento das disfunções sexuais. “Proporciona orgasmos múltiplos a partir do despertar de inúmeras áreas de prazer até então adormecidas ou desconhecidas, com elevação de níveis de platôs gradativos. O fluxo de energia quebra as couraças e traz a sensação de paz e felicidade”, finalizam elas.

Especialista fala sobre cenário local

O massoterapeuta e jornalista amazonense Gustav Cervinka é um dos profissionais que aplicam a técnica em Manaus. Com formação no Centro Metamorfose, em São Paulo, ele revela que ainda existe uma grande resistência com relação à massagem tântrica, na cidade. “De todas as massagens oferecidas, ela não está no escopo das mais procuradas por dois motivos: o primeiro é o aspecto financeiro, pois ela tem um custo realmente elevado, e o segundo é por conta do tabu que ainda permeia o assunto sexualidade”, fala.

Ele faz questão de esclarecer que a massagem tântrica não é sexo. “Não é um programa. Quando alguém procura a técnica é porque a pessoa está insatisfeita consigo mesma. Ela quer saber se aquilo que ela sente durante o sexo é um orgasmo ou por que ela não consegue sentir um orgasmo, entende? Tudo na nossa vida é energia sexual e é ela que nos move. É o que nos deixa para cima ou para baixo, se houver uma deficiência. A massagem pode ser a solução para uma série de problemas”, revela.

Aplicando a técnica há cerca de três anos, Cervinka destaca que a sessão demora duas horas, podendo variar pouca coisa para mais ou para menos, e que o público que o procura vai dos 20 aos 40 anos. “Nos dias 4 e 5 de agosto, na Casa da Carol, vamos receber a especialista Silvana França, que gerencia a Unidade Morumbi do Centro Metamorfose, em São Paulo. Ela estará em Manaus para ministrar o curso para mulheres e homens”, adianta.

No dia 4, o curso será somente para homens e começa às 14h. Já no dia 5, ele será apenas para mulheres e inicia às 9h. “É bom ressaltar que são poucos os momentos onde haverá contato entre as pessoas. Especificamente, nestas duas turmas, a técnica será da aplicação do homem na mulher e vice-versa. Mas, em breve, queremos montar turmas para aplicação da massagem em pessoas do mesmo sexo”, finaliza. Para mais informações: (92) 98112-5914.

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