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Davina Maciel tem 32 anos e está prestes a viajar aos EUA (Foto: Divulgação)

Manaus – No próximo dia 14, o Amazonas pode escrever mais uma página na história do MMA mundial. Diante da americana Andrea ‘KGB’ Lee, a lutadora Davina Maciel, 32, disputará o cinturão do peso-galo (até 57 kg) do Legacy Fighting Championship (LFC). O duelo acontecerá em Dallas (EUA) e será a luta principal do evento de número 16 da organização americana. Isso se a atleta conseguir tirar o visto americano.

Davina Maciel tem até o dia 10 de julho para conseguir o documento. Na primeira entrevista, na última semana, no Rio de Janeiro (RJ), a amazonense teve o pedido negado. Agora, ela busca R$550 para marcar uma nova entrevista.

A chance de lutar no evento veio após Davina ‘atropelar’ a mexicana Kiara Molina, no Extreme Warriors International, em 2016. Conhecida pelo forte jogo de chão, a amazonense tem seis vitórias na carreira e apenas uma derrota, que foi para a atleta do UFC, Claudinha Gadelha, em 2009.

Antes de chegar ao Legacy FC, Davina teve que suar muito para conquistar espaço. A estreia no MMA foi em 2006, no Amazon Ultime Fight (AUF). De lá para cá, ela já conquistou vitórias e cinturões em eventos conhecidos, como Jungle Fight, Big Way Fight e Mr. Cage.

“Meu único revés foi contra a Claudinha (Gadelha). Hoje, sou uma atleta melhor. Treino na equipe Squad 92. Foi através da academia que consegui o espaço no exterior. Nunca desisti de meus sonhos e, por perseverar, minha grande chance chegou. Se Deus quiser, vou trazer esse cinturão para a minha terra e meu País. Tenho que agradecer muito a Deus por isso e aos meus professores Adriano Balby e Laércio”, disse a atleta, que treina nos períodos da manhã e noite para estar preparada contra sLee, especialista em muay thai.

Como outros lutadores locais, Davina pensou em desistir do esporte algumas vezes na carreira. O começo foi em 1997, no judô, através de um convite de uma amiga que treinava no bairro da Redenção, zona centro-oeste de Manaus. Pouco tempo depois, ela conheceu o mestre Cristiano Carioca e a vida dela tomou outro rumo.

“Conheci o jiu-jítsu, mas parei, em 2004. Voltei, no ano seguinte, e fui disputar o meu primeiro mundial da modalidade. Já fui vice-campeã mundial e vice da Copa do Mundo. Depois, meu professor, Cristiano Carioca, olhou para mim e disse que ia me fazer campeã de ‘vale-tudo’, como era chamado antigamente. Ele perguntou se tinha coragem e falei que sim. Então, deu certo. Logo em seguida, fui convidada para lutar no Jungle Figth, onde fui campeã”, lembrou Davina, que ao longo da carreira, teve que se afastar dos tatames duas vezes.

“Tive que parar por causa de uma cirurgia no joelho. Nesse período, algumas pessoas falaram que eu não voltaria. Que tinha acabado minha carreira, mas voltei. Voltei forte e fui campeã em alguns eventos. Porém, tive que parar, novamente, em 2014. Descobri que seria mãe. Pensei em desistir”, revelou Davina, mãe do pequeno Davi Luiz.

“Por causa disso, tudo mudou. Tive ele com 29 anos. Hoje, ele vai fazer três anos. Eu estava na melhor fase da minha vida. Tinha recebido o convite para ir aos Estados Unidos. Os planos foram adiados. Quando voltei, fiz três lutas de MMA, sendo uma fora do Brasil, no México, onde consegui o cinturão”, disse a atleta que participou da seletiva nacional de luta olímpica.

Caso conquiste o título do Legacy, Davina estará a um passo do UFC, já que o evento é um trampolim para a principal organização de MMA do mundo.

O post Lutadora amazonense se aproxima de ‘trampolim’ para o UFC apareceu primeiro em D24am.

Fonte: http://d24am.com/esportes/lutas/lutadora-amazonense-se-aproxima-de-trampolim-para-o-ufc/

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