Lutador de MMA bom de briga e solidário no tatame

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Manaus – Surgindo como uma promessa do MMA amazonense, no próximo sábado (7), o faixa-preta de jiu-jítsu Thiago Cunha, 28, entra no cage para encarar o lutador Otamiram Matos no evento Big Way Fight. Além de manter o cartel invicto, o lutador, oriundo a zona leste da cidade, espera levar mais uma vitória para o seu projeto social, que funciona no bairro do São José 2.

Praticante da arte suave desde os dez anos, Thiago Cunha realizou a transição para o MMA no ano passado. Em duas lutas, o atleta que representa a equipe Rafael Ceará Team, conseguiu dois nocautes. E fora a pesada rotina de treinamento, o lutador arruma tempo para encabeçar um projeto social no bairro São José 2, onde ele ensina jiu-jítsu para crianças a partir dos 4 anos de idade.

rianças, a partir de quatro anos de idade, integram o projeto de arte marcial do lutador no bairro São José 2 (Foto: Arquivo Pessoal)

“O projeto social acontece na Rua 11, no Conselho Comunitário do São José 2. Trabalhamos com crianças a partir dos quatro anos. Os responsáveis podem levar as crianças para treinar. Cobramos apenas um valor simbólico para manter o projeto”, explicou.

O lutador de MMA também costuma ensinar os pais das crianças beneficiadas. “Estamos com as portas abertas para receber os filhos e os pais. Aliás, geralmente é isso que acontece. Temos atletas assim, pai e filho. Estamos tendo muito reconhecimento no bairro”, disse o atleta, que também é faixa marron de luta-livre.

A caminhada de Thiago no mundo das lutas começou ainda na adolescência. Desde então, ele coleciona conquistas estaduais e nacionais. “Faço jiu-jítsu há 18 anos. Graças a Deus, consegui me tornar um bom faixa preta. Na arte suave, coleciono vários títulos. Sou tricampeão amazonense e campeão brasileiro”, citou o lutador, que espera realizar um bom combate no próximo sábado (7), no Centro Comunitário Nossa Senhora de Fátima, na Alvorada, zona centro-oeste de Manaus.

“Estou no MMA há pouco mais de um ano e meio. Treino na academia do Rafael Ceará. Vou lutar pela categoria dos moscas (até 57,9 quilos). Estou bem preparado e motivado. Vou pegar um atleta duro que é oriundo da luta em pé. Apesar disso, vou trocar com ele. Estou pronto para sair na mão. Minhas expectativas são boas. Eles sempre estão comigo dando força. Por trás de um grande atleta, sempre tem uma grande equipe”, declarou Cunha.

Portas abertas

Ao comentar sobre a dificuldade para se adaptar ao MMA, Thiago Cunha explicou que a transição foi muito rápida, algo que assustou o próprio atleta. Ele destaca que após sua estreia no MMA algumas portas se abriram e isso o motivou a entrar de cabeça na modalidade.

“Foi uma transição muito rápida. Treinei jiu-jítsu a vida toda. Nunca tive a vontade de sair na porrada, até porque, não queria dar a cara para levar soco. Comecei a dar uns treininhos e fui pegando o gosto”, revelou.

Com três meses, Thiago fez a primeira luta e saiu vitórioso. “Desde lá, embalei. Queria colocar um jogo novo para a galera ver. Foi uma mudança que disparou a minha carreira. Agora sou conhecido como o Thiago, lutador de MMA e não do jiu-jítsu. Foi uma porta que abriu e estou abraçando isso com todas as forças. Uma oportunidade muito boa”, disse.

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