Com informações da assessoria/ redacao@diarioam.com.br

João Pinto Carioca será julgado por meio de videoconferência (Foto: Divulgação/ PM)

Manaus – A 2ª Vara do Tribunal do Júri de Manaus inicia nesta sexta-feira (30), o julgamento de João Pinto Carioca, o ‘João Branco’, e outros quatro suspeitos de planejar e assassinar o delegado da Polícia Civil, Oscar Cardoso Filho. O julgamento está marcado para começar às 8h30 e a previsão é que se estenda pelo fim de semana. O delegado foi morto no dia 9 de março de 2014, com 18 tiros de pistola ponto 40, no bairro de São Francisco, zona Sul de Manaus. João Branco será interrogado por videoconferência.

Segundo o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM), baseado no inquérito policial, denunciou cinco pessoas suspeitas do envolvimento na morte do delegado além de João Branco, Messias Maia Sodré, Diego Bruno de Souza Moldes, Mário Jorge Nobre de Albuquerque (Mário Tabatinga) e Marcos Roberto Miranda da Silva, o Marcos Pará, estão entre os indiciados.

Entre testemunhas de defesa e acusação, 10 pessoas estão convocadas para depor durante o julgamento. Dentre elas, duas são testemunhas confidenciais.

Dos cinco réus, segundo TJAM, apenas João será interrogado por meio de videoconferência. O suspeito está preso na Penitenciária Federal de Catanduvas, no interior do Paraná. Já o réu Marcos Roberto Miranda da Silva está preso em Mossoró (RN), mas será encaminhado para a audiência que será realizada no Plenário do Júri do Fórum Ministro Henoch Reis, na capital amazonense. Os demais acusados – Messias, Diego Bruno e Mário Jorge -, estão presos em presídios de Manaus e também serão apresentados pela Secretaria de Administração Penitenciária do Estado do Amazonas (Seap).

Assassinato planejado

No processo consta que no dia 9 de março de 2014, por volta das 16h, no bairro de São Francisco, zona Sul de Manaus, os suspeitos, de forma planejada, teriam matado o delegado, com o uso de armas de fogo.

Segundo as investigações, ainda conforme os autos, o delegado Oscar Cardoso estava em uma banca de peixe conhecida como Banca do Marcelão, quando um veículo parou e os ocupantes, entre eles João Branco, Marcos Pará, Messias, Maresia e Marquinhos Eletricista, desceram e teriam efetuado vários disparos contra a vítima. O inquérito apontou que foram recolhidos no local do crime 22 cápsulas de pistola calibre 40 e 11 de pistola calibre 9 milímetros.

Segundo os investigadores, conforme conta no inquérito, a operação para matar o delegado foi executada com apoio de um outro veículo, um Voyage preto, que seria dirigido por Diego Bruno de Souza Moldes. Após o crime, o primeiro veículo teria sido levado para o bairro do Mauazinho, zona Leste de Manaus, onde foi incendiado. O carro, segundo a investigação foi cedido pelo empresário Mario Jorge Nobre de Albuquerque, o Mário Tabatinga e a motivação para o crime seria vingança.

Inicialmente, segundo o TJAM, eram sete acusados da morte do delegado Oscar Cardoso Filho, porém, dois foram mortos no decorrer da instrução do processo: Marcos Sampaio de Oliveira, o Marquinhos Eletricista, e Adriano Freire Corrêa, conhecido com Maresia.

Participam da sessão no Tribunal do Júri, o juiz do caso, o promotor de justiça, advogados dos réus e jurados

Sorteio dos jurados

A Sessão do Tribunal do Júri, conforme o TJAM, conta com a participação da sociedade, por meio de um sorteio de sete jurados dentre os cadastrados na 2ª Vara do Tribunal do Júri.

Após a composição do Júri, o juiz ouve as testemunhas – primeiro as de acusação e depois as de defesa -, dando espaço às perguntas do Ministério Público e dos advogados dos acusados. Após ouvir todas as testemunhas é que se inicia o interrogatório dos réus.

Após essa fase do interrogatório, juiz concede um tempo para o promotor apresentar a acusação ao júri que deve ser de duas horas e meia, segundo indicou o TJAM. O mesmo tempo é dado à defesa e dividido entre os advogados.

Após os debates entre a promotoria e advogados, o juiz oferece a oportunidade de uma réplica ao Ministério Público e concede o mesmo tempo para a tréplica dos advogados.

Após os debates, o juiz manda esvaziar o plenário para que os jurados possam votar a culpabilidade dos réus. Após a votação, o juiz vai proferir a sentença, que será lida aos presentes.

Intervalos

Geralmente em uma sessão de Júri com vários réus, a tendência é que o julgamento dure mais de um dia. Com isso, o julgamento é suspenso no início da noite, sendo retomado no dia seguinte. Nesse caso, os jurados são encaminhados a um hotel onde são mantidos em segurança e incomunicáveis. O julgamento de João Branco e dos outros quatro réus deve, segundo o TJAM, entrar pelo final de semana.

O post Julgamento de ‘João Branco’ e outros quatro réus por assassinato de delegado inicia nesta sexta apareceu primeiro em D24am.

Fonte: http://d24am.com/amazonas/joao-branco-e-outros-quatro-reus-serao-julgados-por-assassinato-do-delegado-nesta-sexta/

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