Com informações de Gisele Rodrigues / redacao@diarioam.com.br

Advogados Paulo Trindade e Eguinaldo Gonçalves concederam entrevista sobre o caso (Foto: Eraldo Lopes)

Manaus – O julgamento de João Pinto Carioca, o ‘João Branco’, e outros quatro réus pela morte do delegado da Polícia Civil, Oscar Cardoso Filho, em 2014, está marcado para iniciar nesta sexta-feira (30), no Fórum Ministro Henoch Reis. Os advogados de defesa de Mário Jorge Nobre de Albuquerque, o ‘Mário Tabatinga’, e de Marcos Roberto Miranda da Silva, o ‘Marcos Pará’, concederam entrevista ao DIÁRIO.

Para Paulo Trindade, advogado de Mário, o réu não tinha motivação para o crime. O carro usado no homicídio do delegado, segundo a investigação policial, foi cedido por ‘Tabatinga’.

“Ele está ansioso para o julgamento e angustiado porque consta no relatório da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) que ele corre risco de vida. Ele é um comerciante envolvido com a venda de veículos há muitos anos, jamais venderia um veículo que fosse se envolver numa prática criminosa como esta. Vamos demonstrar durante o júri que não há tinha nenhum conhecimento acerca do crime ”, disse.

Já o advogado Eguinaldo Gonçalves, que defende Marcos Roberto Miranda da Silva, o ‘Marcos Pará’, que está preso em Mossoró, no Rio Grande do Norte (RN), informou que ainda não teve contato com cliente. Gonçalves afirmou que os advogados de defesa vão trabalhar em conjunto para absolvição dos acusados.

Marcos, de acordo com o inquérito, atirou no delegado junto com João Branco, Messias Maia Sodré (também réu), ‘Maresia’ e Marquinhos ‘Eletricista’ (mortos durante o processo).

“Mesmo com o processo tendo 2.400 páginas, as provas contra ele são poucas. A acusação está mais baseada em laudos do que em provas”, disse o advogado de Marcos Pará, que ainda informou que não sabe se o cliente chegou a Manaus para o julgamento.

No total, o julgamento conta com quatro advogados particulares e um defensor público, que vai defender Messias Maia Sodré. O advogado de ‘João Branco’, Marcos Neville, que já atuou na defesa do traficante ‘Fernandinho Beira-Mar’, declarou que não vai dar entrevista sobre o caso.

Todos os réus que estavam em Manaus já chegaram ao Fórum Henoch Reis. Segundo o Tribunal de Justiça do Amazonas, todas as dez testemunhas estão presentes, a estrutura da videoconferência está pronta e os jurados já foram sorteados. Porém, Marcos Pará, que deveria ter embarcado para Manaus na quinta-feira (29), continuou em Mossoró (RN), o que pode fazer com que o julgamento seja adiado pela quarta vez.

Processo

Segundo o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM), baseado no inquérito policial, denunciou cinco pessoas suspeitas do envolvimento na morte do delegado além de João Branco, Messias Maia Sodré, Diego Bruno de Souza Moldes, Mário Jorge Nobre de Albuquerque (Mário Tabatinga) e Marcos Roberto Miranda da Silva, o Marcos Pará, estão entre os indiciados.

Entre testemunhas de defesa e acusação, 10 pessoas estão convocadas para depor durante o julgamento. Dentre elas, duas são testemunhas confidenciais.

Dos cinco réus, segundo TJAM, apenas João será interrogado por meio de videoconferência. O suspeito está preso na Penitenciária Federal de Catanduvas, no interior do Paraná.

Já o réu Marcos Roberto Miranda da Silva está preso em Mossoró (RN), seria encaminhado para a audiência, mas não embarcou.

Os demais acusados – Messias, Diego Bruno e Mário Jorge -, estão presos em presídios de Manaus e também serão apresentados pela Secretaria de Administração Penitenciária do Estado do Amazonas (Seap).

O post Julgamento de ‘João Branco’: advogados de defesa falam sobre o caso apareceu primeiro em D24am.

Fonte: http://d24am.com/amazonas/julgamento-de-joao-branco-advogados-de-defesa-falam-sobre-o-caso/

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