Intervenção – Por Max Diniz Cruzeiro

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Intervenção é um tipo de interferência sobre a ação de outro indivíduo geralmente com o intuito de aplicar algum fator corretivo a fim de que uma ação saia conforme determinado ou conforme planejada.

Parte de uma observação de que a perseguição a um objetivo não caminha conforme a vontade de um observador que sai de sua posição de isenção para aplicar alguma medida que gere um desvio da rotina ao qual o indivíduo atuante está em escala de desenvolvimento e interação.

Nem sempre uma intervenção é bem-vinda por quem está contido dentro do vício de uma rotina. Em alguns casos não é conveniente retirar um ou mais indivíduos de sua rotina, e em vez disto, caso venha a representar um tipo de dano funcional para outros seres, por vezes é conveniente optar pela condição de isolamento, até que o problema seja solucionado. Como, por exemplo, uma doença que seja altamente infecciosa, e que as pessoas infectadas também devam ser tratadas para a sua pronta recuperação.

Uma intervenção pode ser direta ou indireta. Ela é direta quando existe uma razão de proximidade entre as partes. Como, por exemplo, aplicar uma vacina em uma criança. Ela é indireta quando é aplicada sob pessoa que tem a possibilidade de organizar a ação que irá desencadear o princípio desejado. Como, por exemplo, a aprovação de uma lei irá obrigar algum do Estado a fazer determinada ação que incida sobre a população.

Uma intervenção também pode ser direta ou remota. Sendo direta neste segundo sentido, existe uma relação de proximidade entre quem intervém e quem sofrerá a restrição da ação. Como, por exemplo, um professor que corrija a leitura de seu aluno. Ela será remota quando a intervenção se situa em um ambiente diferente do indivíduo que promove a ação. Como, por exemplo, uma pessoa que liga para um serviço de auxílio da internet que deixou de estar operante, e da própria central o problema passa a ser corrigido, sem precisar de visita técnica ao local.

Neuro cirurgião Max Diniz Cruzeiro (DF)

A intervenção pode ser desencadeada de forma consentida ou de forma autoritária, sendo o primeiro caso observado quando a vontade de quem intervém também coincide com a vontade de quem sofrerá a intervenção. E o segundo caso, a vontade de quem sofre a intervenção não coincide com que exerce a intervenção.

A intervenção é uma forma de interromper uma atividade que se considera nociva para um indivíduo ou agrupamento de pessoas, por isto as vezes é observada como indício de conflito ou guerra.

Um processo de intervenção interfere sobre a lei do livre arbítrio, por isto sua aplicação requer uma infinidade de ressalvas, uma vez que infringir implica em ampliação do conflito. Portanto, uma intervenção deve ser administrada sob dois pesos e duas medidas; deve ser precedida de uma explicação ou explanação inicial, na maioria dos casos, como uma última tentativa para que uma pessoa possa perceber que o caminho pela qual ela está perseguindo traz malefícios para si e para o agrupamento; sendo a segunda medida observada da relação, é que antes do desencadeamento de uma intervenção ser aderente a uma proposição que indique uma vantagem relativa para que o indivíduo abandone o sentido em que a perseguição de seu alvo, pode ser melhor sintetizado se for trabalhado dentro de outro contexto de interação e desenvolvimento.

Agora de nada adianta intervir se fatores de correção não forem colocados como forma de consertar a rotina que o indivíduo aplicava em sua organização de ocupação do tempo. Porque intervir e colocar a pessoa sob o ócio, irá provocar um tipo de conflito no qual também não é positivo para a integração social sobre o ambiente. Um procedimento de intervenção requer trabalhar com elementos subjetivos, no qual se desconstrói o que se praticava para reconstruir o que se planeja elaborar com maior eficiência. Desta forma se organiza de maneira célere as atividades que se deseja colocar em fila de correição.

Quando um indivíduo pensa que está em equilíbrio dentro da rotina que esteja desencadeando como ação, qualquer tipo de intervenção pode soar um tipo de agressão, e que geralmente desencadeia fúria, irá e manifestação de raiva. Por isto todo cuidado é pouco quando se planeja, mesmo em nível instrucional, em sala de aula, organizar a mente de um aluno para que ele aprenda a compor o seu autoaprendizado, para que ele não venha a se ressentir e perder o interesse pela matéria e ainda consumir algumas centenas de neurônios em desejar mal para o seu professor, num indício de agressão sofrida.

Internalizar uma implementação sobre uma ação geralmente é administrado dentro de regras específicas, como, por exemplo, dentro da psicopedagogia, o profissional procura compreender como é o desencadeamento da rotina de um aluno e o que o impede de prosseguir dentro de uma linha de pensamento que o permita absorver o conhecimento que esteja sendo migrado para o seu cérebro através das estruturas de aprendizagem.

Uma intervenção médica, por exemplo, as vezes pode requerer um certo tipo de invasão do espaço interno de um indivíduo, através de corte ou algum tipo de ajuste cirúrgico. O que requer que procedimentos sejam bastante delimitados a fim de não provocar um mal maior para o indivíduo que está necessitando de auxílio ou suporte.

Na engenharia civil, por exemplo, às vezes, uma obra, como um viaduto ou uma ponte apresenta com o passar do tempo uma certa deterioração em seus pilares, isto pode resultar em medidas restritivas para o tráfego de pessoas, animais ou veículos como também recorrer a certas práticas para a segurança do pessoal que estiver trabalhando na obra.

Intervir requer um forte regramento, uma vez que se pressupõe um tipo de invasão dentro da capacidade de um indivíduo de optar pelo seu tipo de desenvolvimento cognitivo. Sempre que alguém optar por fazer um tipo de intervenção deve estar consciente o suficiente para saber o que está exercendo sobre o outro.

Fraternalmente,

Max Diniz Cruzeiro

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