Instituto Mamirauá recebe inscrições para o curso de metodologia de contagem de pirarucu

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Um bom pescador de pirarucu sabe diferenciar individualmente o animal, ao observar sua boiada na superfície do lago. O Instituto Mamirauá está à procura de bons pescadores interessados em aprimorar as técnicas de contagem do animal em vida livre. A contagem da população deste peixe na área de pesca é uma etapa importante para a realização do Manejo Participativo do Pirarucu, condicionante para a autorização concedida pelo Ibama para a realização da pesca manejada. O Curso de Metodologia de Contagem de Pirarucu será realizado entre 13 a 15 de setembro no município de Maraã (AM). As associações e grupos de pescadores podem indicar candidatos ao curso até o dia 31 de agosto para as 30 vagas oferecidas. As inscrições devem ser feitas por e-mail.

“A primeira condicionante é ser pescador e experiente na captura do pirarucu, isso vai determinar se ele vai ter um bom desempenho ou não no curso. Pescadores que já conhecem e que já pescaram pirarucu, antes de fazerem parte dos projetos de manejo, a gente percebe que têm essa capacidade de discernimento entre os peixes adultos, os juvenis e até, às vezes, dimensionar o tamanho do peixe”, explicou Ana Claudia Torres, coordenadora do Programa de Manejo de Pesca do Instituto Mamirauá. Os interessados devem encaminhar e-mail com o formulário de inscrição preenchido para o endereço: pesca@mamiraua.org.br

Programação

Durante o curso, serão dois dias de prática e um de teoria. Na prática, os pescadores vão participar da contagem visual, acompanhados de um pescador certificado em contagem. “Vamos apresentar a metodologia e os procedimentos que devem ser adotados para uma boa contagem. A questão da veracidade das informações, o compromisso com esses dados, quais implicações esses dados têm para o manejo. Quando é feita uma boa contagem, isso de fato retrata a realidade da população de peixes naquela área e mostra uma projeção de quanto aquela área ainda tem em termos de crescimento da população de peixes”, disse Ana Cláudia.

A autorização para a realização do manejo é concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) anualmente para os grupos que desenvolvem a atividade. Nas Reservas Mamirauá e Amanã, os grupos recebem o apoio da assessoria técnica do Instituto Mamirauá – que atua como uma unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – para cada etapa do manejo.

Para chegar à cota de pesca autorizada pelo Ibama para cada grupo, é necessário que a contagem seja feita dentro do padrão e metodologia já adotados na região. Neste ano, a temporada de pesca manejada de pirarucu acontece entre os meses de setembro e novembro. E foi autorizada a pesca de mais de 13.700 peixes, que resultaria numa estimativa de cerca de 660 mil quilos de pescado. A pesca e comercialização deste peixe é ilegal no estado do Amazonas, quando não originária do manejo participativo ou da criação em viveiros.

Toda a atividade do curso, desde a saída dos participantes de Tefé, no Amazonas – onde está localizada a sede do Instituto Mamirauá – até o retorno para o município, será custeada pelo Instituto. A chegada dos participantes até Tefé deverá ser custeada pelo próprio participante ou oferecida como contrapartida dos grupos aos quais eles estão vinculados. Veja mais informações sobre o perfil do candidato e sobre as inscrições no edital do Curso Metodologia de Contagem de Pirarucu. Esta ação tem o financiamento da Gordon and Betty Moore Foundation.

Com informações da assessoria / Foto: Amanda Lelis

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