IBGE: indústria brasileira cresce 0,2% em outubro, com alta disseminada

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Manaus – A produção industrial brasileira teve leve alta de 0,2% em outubro, em relação ao mês anterior, segundo divulgou o IBGE, nesta terça-feira. Em relação ao mesmo mês do ano passado, a expansão foi de 5,3% — sexta taxa positiva seguida nessa comparação e a mais elevada desde abril de 2103, quando ficou em 9,8%.

Contribuições positivas relevantes vieram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (22,0%) – com grande concentração na Zona Franca de Manaus (ZFM) -, de indústrias extrativas (3,1%), de máquinas e equipamentos (8,3%), de metalurgia (6,5%), de produtos de borracha e de material plástico (9,9%), de bebidas (8,3%), de artigos do vestuário e acessórios (11,8%), de outros produtos químicos (4,0%), de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (16,9%), de móveis (17,8%), de produtos têxteis (7,9%) e de produtos de madeira (8,6%).

Indústria brasileira cresce 0,2% em outubro, com alta disseminada (Reprodução: Rede Amazônica)

O segmento de bens de consumo duráveis mostrou avanço de 17,6% em outubro de 2017, décima segunda taxa positiva consecutiva e ligeiramente mais elevada do que a observada em setembro último (16,2%). Nesse mês, o setor foi particularmente impulsionado pelo crescimento na fabricação de automóveis (23,7%) e de eletrodomésticos da ‘linha marrom’ (19,7%).

Vale citar também as expansões assinaladas por eletrodomésticos da ‘linha branca’ (5,9%) – também com concentração forte na ZFM -, móveis (11,5%), outros eletrodomésticos (6,6%) e motocicletas (10,2%).
“Esse resultado (de 5,3%) foi bastante influenciado pelo efeito base, já que em outubro do ano passado, em relação ao mesmo mês de 2015, a produção recuou 7,2%, e pelo efeito calendário, já que outubro desse ano tem um dia útil a mais do que ano passado”, disse André Macedo, coordenador de Indústria do IBGE.

A mediana de previsões compiladas pelos economistas junto à Bloomberg era exatamente a mesma para ambos os dados. Em 12 meses, a indústria acumula alta de 1,5% e, de 1,9% no acumulado do ano, resultado mais elevado desde março de 2014 (2,1%).

“Este ano, à exceção de agosto e março, tivemos resultados positivos, mas existe ainda uma grande distância até a recuperação, porque a indústria ainda opera no mesmo patamar do início de 2009, e 17% abaixo do pico histórico, registrado em junho de 2013. Mesmo assim, já é melhor do que no ano passado, quando essa distância chegou a ser superior a 20%”, explicou o coordenador do IBGE.

O resultado positivo da indústria na margem é reflexo do aumento de 1,1% em bens de capital (máquinas e equipamentos) e de 1% de bens de consumo. Na passagem de trimestre, 15 dos 24 ramos pesquisados apresentaram alta. Entre as atividades, os produtos farmoquímicos e farmacêuticos tiveram a maior influência positiva, com alta de 20,3%, seguidos por bebidas (4,8%).

Entre os nove ramos que tiveram resultados negativos, produtos alimentícios, com queda de 5,7%, teve o maior impacto sobre o resultado geral da indústria. Bens de capital foram influenciados pelos produtos automotores e para construção, ambos para exportação.

http://d24am.com/economia/ibge-industria-brasileira-cresce-02-em-outubro-com-alta-disseminada/

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