Feiras regionais do interior movimentam cerca de R$ 200 mil por semana

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Em meio a desafios de logística para o transporte de material e equipamentos, as Feiras de Produtos Regionais da Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS) movimentam um valor de R$ 198 mil por semana, com a venda de centenas de itens alimentícios e beneficiando mais de 500 produtores rurais. A informação é do presidente da ADS, Lissandro Breval.
Atualmente, as feiras estão nos municípios de Apuí, Silves, Boa Vista do Ramos, Parintins, Rio Preto da Eva, Manacapuru, Novo Airão, Beruri, Itacoatiara (Novo Remanso), Humaitá e Careiro Castanho e, até o final deste ano, a meta é alcançar mais dez cidades de todo o interior do Estado.

“As feiras regionais instaladas com o apoio do Governo do Estado, via ADS, levaram um fôlego à economia das cidades, que, agora, podem contar com pontos de vendas de produtos de qualidade e a um preço acessível. Um grande avanço obtido apesar das dificuldades de transporte de equipamentos para a instalação desses que são verdadeiros centros comerciais”, apontou o presidente da ADS.

Vinculada à Secretaria de Produção Rural (Sepror), a ADS é responsável por desenvolver ações para a viabilidade comercial de produtores agroflorestais, pesqueiros e minerais. O programa de Feiras Regionais desenvolvido pela agência garante a comercialização de parte da produção rural do Estado e geram benefícios para mais de 15 mil famílias de produtores rurais e agricultores familiares de todo o Estado.

Foto: Divulgação

Atualmente, a ADS possui um total de 19 feiras regionais entre capital e interior e para que elas aconteçam nos municípios mais distantes a agência executa uma logística que muita vez não é um trabalho fácil. Para o diretor de Administração e Finanças da agência, Jorge Carlos Teixeira, quem vê a estrutura das feiras montadas não imagina todo o processo por trás da organização dos produtores e da montagem.

Essa preparação, explicou ele, começa com a solicitação da verba que o Governo do Estado através do Fundo de Promoção Social (FPS) disponibiliza para a compra dos materiais necessários. “A logística mais difícil é a chegada desses materiais nos municípios mais distantes, alguns, o transporte é exclusivamente fluvial.
Além de transportar todos os instrumentos em um barco disponibilizado pela prefeitura do município, a ADS também é responsável pela montagem de toda a estrutura da feira e pela preparação dos produtores”, relata Jorge.

Estrutura

Cada nova feira implementada recebe da ADS kits com tendas de 10m x 10m, expositores de inox para peixes, mesas de plástico branca, aventais e bonés para a caracterização dos produtores (a quantidade de materiais varia de acordo com a estrutura da feira). Todo o material para a montagem chega até o munícipio na semana que antecede a inauguração da primeira edição.

Em suas inaugurações todas as feiras contam com atendimento do Balcão de Agronegócios da ADS (responsável por escoar a produção local) e recebem toda a assistência dos técnicos responsáveis da agência. O gerente das feiras relata a importância desta estrutura oferecida aos produtores nos interiores.

“Quando o produtor não tem essa estrutura, ele tem duas alternativas para vender seu produto. Primeiro ele fica na sua propriedade esperando o atravessador pra vender a preço de banana a sua mercadoria ou ele pode ir pra cidade, sem ponto fixo, e muitas vezes acaba vendendo seu produto em carrinhos ou em locais inadequados”, declara Heitor.

Preparação

O Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (IDAM) é um dos grandes parceiros da ADS nesta jornada. Eles são os responsáveis por selecionar e treinar os produtores para que eles cheguem às feiras preparados e seguros para oferecer o melhor produto ao cliente. Jorge afirma que este preparo no interior é indispensável, pois, muitas vezes, o produtor não sabe como manipular os produtos corretamente.

“As feiras nos municípios dão a possibilidade do produtor rural vender o seu produto a um preço justo. Muitas vezes ele não tem espaço pra comercializar e acaba fornecendo apenas para os atravessadores, vendendo a um valor muito mais baixo do que se fornecesse direto para o consumidor”, afirma o gerente de administração e finanças.

O Idam é responsável por ensinar todo processo produtivo ao agricultor, nesta etapa, os técnicos do instituto fazem todo o acompanhamento. A ADS entra na parte de comercialização, fazendo a orientação de como o produto deve ser embalado, transportado e armazenado, pois, ele precisa acompanhar a legislação para ser vendido ao consumidor. O Gerente de Feiras e Eventos, Heitor Liberato, fala que este preparo é árduo, para que assim, a feira, possa colher ótimos resultados.

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