Asafe Augusto / redacao@diarioam.com.br

“Como posso depor a favor ou contra alguém que eu desconheço e com quem não mantenho qualquer relacionamento?”, disse Belarmino (Foto: ALE/Divulgação)

Manaus – Está marcada para o dia 18 de agosto, na Justiça Federal, a audiência para ouvir o deputado estadual Belarmino Lins (PROS), como a última testemunha de defesa de Mouhamed Mustafá, apontado pela Polícia Federal (PF), na operação Maus Caminhos, como o chefe de uma quadrilha suspeita de desviar, inicialmente, R$ 112 milhões do Fundo Estadual de Saúde do Amazonas, de acordo com denúncia do Ministério Público Federal (MPF).

Belarmino Lins, em nota, afirmou que se sente indignado e surpreso com a inclusão de seu nome em uma relação de depoentes da Maus Caminhos. “Como posso depor a favor ou contra alguém que eu desconheço e com quem não mantenho qualquer relacionamento? Francamente, não entendo como o meu nome foi aparecer nesse caso. Não recebi nenhuma notificação e nada tenho a ver com o caso, de modo que me encontro totalmente à vontade e em paz com a minha consciência”, disse o deputado.

O interrogatório dos réus no processo da Maus Caminhos, conforme o MPF começará a partir do dia 31 de agosto quando, pela manhã, Alessandro Pacheco será o primeiro a falar. À tarde, no mesmo dia, a interrogada será Jennifer Nayara. No dia 1º de setembro, Mustafá vai ser interrogado pela manhã e a sócia dele, Priscila Marcolino, pela parte da tarde.

A justiça já ouviu as testemunhas de acusação e defesa, entre elas pessoas ligadas ao alto escalão dos governos de Omar Aziz (PSD) e José Melo (PROS). Entre as testemunhas que foram ouvidas estão o ex-secretário de Estado de Saúde Wilson Alecrim, o também ex-secretário de saúde Pedro Elias, o ex-secretário de Administração Evandro Melo e o ex-chefe da Casa Civil do Amazonas Raul Zaidan, o ex-secretário de Fazenda Afonso Lobo e o deputado estadual Josué Neto (PSD).

A operação Maus Caminhos foi deflagrada em setembro de 2016, pela Polícia Federal, com apoio da Controladoria Geral da União (CGU) e da Receita Federal, para desarticular uma organização criminosa especializada no desvio de recursos públicos da Saúde do Amazonas.

As investigações que deram origem à operação demonstraram que, dos quase R$ 900 milhões repassados, entre 2014 e 2015, pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS) ao Fundo Estadual de Saúde (FES), mais de R$ 250 milhões teriam sido destinados unicamente à Sociedadede Humanização e Desenvolvimento de Serviços de Saúde Novos Caminhos – Instituto Novos Caminhos (INC).

Qualificada como organização social, a entidade era responsável pela gestão de apenas três unidades de saúde no Estado: UPA 24 horas Campos Sales, em Manaus, UPA 24 horas e Maternidade Enfermeira Celina Villacrez Ruiz, em Tabatinga, e Centro de Reabilitação de Dependentes Químicos (CRDQ), em Rio Preto da Eva.

Os órgãos de fiscalização e controle apuraram, ainda, que os maiores fornecedores do Instituto Novos Caminhos eram apenas três empresas: Salvare Serviços Médicos Ltda., Total Saúde Serviços Médicos e Enfermagem Ltda. e Sociedade Integrada Médica do Amazonas (Simea).

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