De Manaus para São Paulo, nadadora se destaca

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Manaus – Depois de 11 anos treinando e competindo pelo Amazonas, a nadadora amazonense Marianna Goulart, 19, também está conseguindo se destacar na natação paulista, uma das mais fortes do País. Neste último final de semana, ela foi medalhista de prata em dois revezamentos, ajudando o Clube Paineiras a conquistar o vice-campeonato da Copa Espanha, no Chile.

Marianna tem duas pratas na Copa Espanha, no Chile, pelo revezamento (Foto: Arquivo Pessoal)

A nadadora está em São Paulo há um ano e meio, desde que toda a família deixou Manaus para morar na capital paulista. Na mudança de Estado, a maior dificuldade de Marianna foi se adaptar ao ‘choque térmico’ do clima quente e de baixa umidade da terra natal com o habitual frio da Região Sudeste.

“No ano passado, eu sentia muito frio, principalmente, no inverno. Eu não tinha roupas adequadas pro clima e meu organismo não estava acostumado a treinar em piscina aquecida”, lembrou a amazonense, que garante hoje estar mais acostumada com a baixa temperatura na capital paulista.

Pela Copa da Espanha, o evento reuniu quatro países sul-americanos: Brasil, Argentina, Peru e a anfitriã Chile, representados em 38 clubes com 560 atletas inscritos. A amazonense competiu na categoria Absoluta (Adulto), que engloba nadadores de várias idades.

Com os dois vice-campeonatos, por equipe, na competição internacional, Marianna Goulart ficou muito satisfeita com os resultados nas piscinas e seu desempenho individual. Ela foi finalista nas provas de 50 metros e 100 metros costas, 100 metros e 200 metros livre, no Chile.

Marianna está conseguindo se destacar na natação paulista (Foto: Arquivo Pessoal)

“Fui finalista nas individuais e consegui ser medalhista nos revezamentos 4×50 metros livre e 4×50 metros medley. Em um clube como o Paineiras, que tem diversos nadadores bons, ser chamada para o revezamento é sempre uma honra. Eu tenho uma missão de dar sempre o meu melhor e ajudar a equipe”, comemorou.

Antes da mudança para São Paulo, Marianna, que começou a nadar para competir aos 6 anos de idade, acumulou títulos pelo Amazonas. Ela venceu edições do Norte-Nordeste e foi recordista no Estadual, pela categoria Juvenil (15 e 16 anos).

Para ser aceita na equipe Paineiras, em São Paulo, Marianna nem precisou fazer teste de avaliação. A amazonense, que já era acostumada a fazer intercâmbio para competir durante as férias escolares, usou as boas marcas conquistadas em provas nacionais para carimbar sua entrada no novo clube.

E desde que passou a treinar pelo Paineiras, a atleta já conquistou o 7º lugar nos 100 metros costas no Brasileiro, pela categoria Júnior 2 (18 e 19 anos), no ano passado. Ela ainda faturou duas medalhas de bronze nas provas de 50 metros e 100 metros livre, no Campeonato Paulista de Verão de 2016.

“No ano passado, pude também nadar todas as provas de revezamento com a minha equipe no Campeonato José Finkel, uma das mais importantes do Brasil. Foi uma experiência maravilhosa, abaixei todos os meus tempos e competi ao lado de ídolos no esporte”, disse.

Para Marianna, a sua melhora se deve muito à estrutura que o clube oferece ao atleta, com uma equipe multidisciplinar. “Tem nutricionista, médico e psicólogo. Além da musculação ser todos os dias e ter diversos profissionais qualificados. Até quando preciso de fisioterapia, posso utilizar no clube”, explicou.

A atleta também revelou a diferença dos treinos e na carga horária dos treinamentos em comparação ao que fazia em Manaus, onde tinha que fazer treinos de madrugada e no período da noite.

“Treinamos na piscina curta (25m), de segunda a sexta-feira, e na longa (50m), aos sábados. Tem dobra (dois treinos no mesmo dia) duas vezes por semana à tarde, logo em seguida a parte física e a parte na água novamente. Normalmente, chego ao clube em dia de dobra às 14h e saio 20h, nos outros dias chego 15h30min e saio às 20h”, afirmou.

Para a mãe de Marianna, a jornalista Sylvia Koeler, a mudança para São Paulo foi para a filha ter novos desafios. Sylvia disse que antes tinha que pagar para a filha ter qualidade na preparação, como médicos, nutricionistas, musculação, inscrições e viagens para torneios. Hoje, a situação mudou.

“Em São Paulo, o apoio é enorme, o clube que ela faz parte não oferece remuneração, mas dá toda a estrutura: treinador, inscrições para as provas, médico, nutricionista, psicólogo e musculação. E ainda pagam as viagens nacionais e internacionais”, comentou.

A mãe acompanha a filha em todas as competições, tira foto, faz vídeos e se orgulha das conquistas de Marianna. “O esporte ensina disciplina, coragem, superação. Ensina a trabalhar com as decepções também”, analisou.

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