Dança do ventre é destaque no espetáculo ‘Sublime: reencontro com o feminino’

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Os movimentos da arte milenar da dança do ventre, originário da cultura árabe, os diferentes sentidos do feminino expressos no cotidiano da mulher contemporânea, vão dar mais cor e beleza ao palco do Teatro Amazonas, na noite deste sábado (2), a partir das 20h, com a estreia do espetáculo Sublime: reencontro com o feminino, da bailarina Adriana Amazonas. Com entrada gratuita, o espetáculo tem o apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, e tem classificação livre.

Projeto contemplado pelo Edital Nº 02/2017, da Secretaria de Cultura do Amazonas,Sublime: reencontro com o feminino busca pela sinuosidade dos movimentos, pela força e energia do ritmo da dança do ventre demonstrar um pouco das relações das mulheres consigo mesmas, com os outros, com a sociedade, com a natureza. Mostra que estes elementos contribuem com a mulher na formação de sua individualidade, marcando seu posicionamento no mundo e, por fim, manifestando o seu feminino como sublime.

Escola Nawaar/Foto: Beth Mattos

Realizado pela Escola de Dança do Ventre Nawaar, a apresentação terá 2 horas e conta com a presença do poeta amazonense Celdo Braga e dos principais grupos de dança do ventre de Manaus, como Al Karak, Caracalla, El Funoum, Síria, Bellyssimas, além das alunas da Cia Hassan Zayn, totalizando 60 dançarinos, entre homens e mulheres. A aluna e atriz Vivi Maia, além de participar do espetáculo como dançarina, irá recitar trechos de poemas de Celdo Braga.

O tema do espetáculo remete à cultura árabe, que será retratada pela primeira vez no Teatro Amazonas, e homenageada também por meio dos véus, candelabros, espadas e outros elementos da dança, compondo o figurino e a cenografia do espetáculo que terá um colorido especial. O espetáculo também remete ao sublime, que transcende o belo. É admirável, esplêndido, grandioso e magnífico. Imagens e sensações que envolvem a identidade feminina. Um espetáculo da vida que expressa por meio dos ritmos, acessórios e movimentos de Dança do Ventre.

Escola Nawaar/Foto: Beth Mattos

Para Adriana Amazonas, o espetáculo será um momento para mostrar o valor da mulher na sociedade atual, por meio da arte da dança. “Cada época histórica, a seu modo, influencia o sujeito na forma de pensar e de agir. Em nossos dias, a mulher não é mais apenas a mãe, a esposa. Ela se insere em outros espaços e ambientes de trabalho assumindo diferentes e diversas ocupações. São líderes de equipes, gestoras de empresas, empresárias, chefas de Estado, dentre outros cargos e funções”, explica.

Ela ainda faz um apelo ao público feminino: “Que a mulher não seja seduzida pelo modelo de belo imposto à exaustão nas campanhas publicitárias da TV e das redes sociais. Que o sentido do ser feminino não faça a mulher refém do padrão de beleza inalcançável, que as subjuga à aceitação masculina. Que a luta histórica para assegurar direitos, não esvazie o sentido feminino próprio e específico da mulher”, finalizou.

O espetáculo motiva a pensar sobre o feminino no cotidiano, mostrando a importância da mulher como protagonistas da vida social, construindo sua própria história, específica e singular.

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