Manaus – O custo para construir no Amazonas chegou a R$ 1.031,12 o metro quadrado (m²) em 2017, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é 4,73% maior que o ano passado, e bem acima da inflação oficial que fechou em 2,95%. Somente em dezembro, houve queda de 0,15% no custo do metro quadrado para construção, com relação a novembro, no Estado. No País, o indicador acumulado no ano foi de 3,82%, abaixo dos 6,64% de 2016. Em dezembro de 2016, o índice foi 0,49%.

O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em novembro ficou em R$ 1.064,76, passou para R$ 1.066,68, sendo R$ 544,97 relativos aos materiais e R$ 521,71 à mão de obra.

(Foto: Ebc.com.br)

A parcela dos materiais apresentou variação de 0,14%, caindo 0,53 p.p. em relação ao mês anterior (0,67%). Já em relação a 2016, a taxa subiu 0,13 p.p. Por outro lado, a parcela da mão de obra apresentou variação de 0,22%, ficando próximo do índice de novembro (0,28%). A taxa dessa parcela (0,22%) ficou abaixo da registrada em dezembro de 2016 (1,02%), quando foram firmados quatro acordos coletivos. Nos resultados acumulados de 2017, os materiais tiveram variação de 2,61%, enquanto a parcela do custo referente aos gastos com mão de obra atingiu 5,17%. Em 2016, a parcela dos materiais fechou em 2,92% e a mão de obra, em 10,89%.

Com alta na parcela dos materiais em seis Estados e com variação captada na mão de obra no Rio Grande do Norte, a Região Nordeste apresentou a maior variação regional, em dezembro (0,32%). A região registrou também a maior alta do ano, de 4,56%. Já a menor taxa ficou com a Região Norte (-0,05%), que apresentou índices negativos em Amazonas, Roraima, Pará e Tocantins. Nas demais regiões os resultados foram: 0,16% (Sudeste), 0,13% (Sul) e 0,11% (Centro-Oeste).

Inflação

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do País, fechou em 2017 com alta acumulada de 2,95%, resultado 3,34 pontos percentuais inferior aos 6,29% de 2016. É o menor número desde a taxa de 1998 quando ficou em 1,65%, de acordo com os dados divulgados, nesta quarta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, destacou, em carta aberta ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que a reversão da inflação dos preços dos alimentos no domicílio em 2017 foi maior que o previsto, tanto pelo Comitê de Política Monetária (Copom) quanto pelos analistas de mercado.

A carta traz as justificativas do BC para o fato de a inflação oficial ter ficado abaixo de 3,0%. O centro da meta de inflação perseguida pelo BC em 2017 era de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (inflação entre 3,0% e 6,0%). Pelas regras do regime de metas, sempre que a inflação fugir do intervalo estabelecido, o presidente do BC precisa enviar uma carta aberta ao ministro da Fazenda – que é, tecnicamente, o presidente do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Renda baixa

A inflação para as famílias de baixa renda medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) encerrou 2017 com alta acumulada de 2,07%, resultado bem menor que os 6,58% de 2016. É a menor taxa desde o começo do Plano Real, em 1994.
O INPC é usado para corrigir os salários nas negociações trabalhistas e reajustar aposentadorias de quem ganha acima do salário-mínimo.
Em dezembro, a variação do INPC foi de 0,26%, ficando 0,08 ponto percentual acima do 0,18% de novembro.

O INPC, que mede a variação das famílias com renda entre um e cinco salários, termina o ano com variação acumulada de 0,88 ponto percentual, abaixo da alta anual do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou o ano passado em 2,95%.

Os alimentos tiveram variação de -2,70%, influenciando a retração, enquanto os não alimentícios subiram 4,25%. Em 2016, os alimentos apresentaram alta de 9,15% e os não alimentícios, de 5,44%.

http://d24am.com/economia/custo-da-construcao-no-amazonas-cresceu-473-no-ano-passado/

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