A Ordem dos Engenheiros (OE) e o Gabinete Nacional de Segurança, serviço da Administração Central em cuja orgânica se integra o Centro Nacional de Cibersegurança, vão assinar, na Sede Nacional da OE, em Lisboa, um Protocolo de Cooperação na área da cibersegurança.

Esta temática tem sido motivo de contactos regulares entre as duas entidades, sobretudo após o surto de ataques informáticos ocorridos durante o último ano, visando, em especial, sensibilizar os membros desta associação profissional para as principais problemáticas relacionadas com a cibersegurança; promover formação e capacitar os recursos humanos de engenharia nesta área tecnológica específica; e concorrer para a definição de políticas de cibersegurança.

De acordo com o comunicado, a que o Mais Tecnologia teve acesso, a cooperação será formalizada pelo bastonário da Ordem dos Engenheiros, Carlos Mineiro Aires, e o diretor geral do Gabinete Nacional de Segurança, contra-almirante António Gameira Marques, durante a conferência “Desafios do Ciberespaço e da Transformação Digital” que amanhã decorre na Ordem dos Engenheiros, numa organização da Região Sul desta Ordem Profissional.

Segundo dados apresentados recentemente pela consultora KPMG, 90% das empresas portuguesas estão preocupadas com incidentes de cibersegurança, enquanto 83% dos gestores está preocupado com disrupções das tecnologias de informação. Por sua vez, 78% das empresas mantêm a preocupação relativamente à falha de fornecedores críticos da cadeia de valor, 71% com a falha de água, gás ou electricidade, 71% com incidentes de saúde e segurança no trabalho, 66% com incêndios, 56% com terrorismo e 46% com desastres naturais.

Estes são os resultados de um estudo “Risco e resiliência”, que visa avaliar o nível de preparação das empresas em Portugal para incidentes de cibersegurança, ataques terroristas, sismos, incêndios e outras catástrofes naturais.

“Em 2001, aquando do atentado às torres gémeas, nos EUA, a preocupação girava em torno do terrorismo, agora a preocupação recai sobre a cibersegurança e os ciberincidentes” salientou Cristina Alberto, directora de continuidade do negócio da KPMG, em conferência de imprensa.

A gestão da continuidade do negócio pretende identificar “ameaças potenciais, analisar o impacto dessas ameaças caso se venham a concretizar e implementar a resiliência organizacional de forma a prevenir a sua ocorrência ou, na impossibilidade, responder de forma eficaz a essas ameaças, recuperando a normalidade após uma disrupção” salienta o estudo da KPMG Portugal. Assim, a directora exemplifica: “para um operador de telecomunicações o objectivo é que nenhum cliente fique sem fazer uma chamada de voz ou sem a utilização de dados”.

Desta forma, segundo também referiu Cristina Alberto, estes processos de gestão servem para “assegurar a sobrevivência das organizações em caso de crise”, no entanto, acrescenta que “mesmo as empresas que são certificadas não podem garantir que nada falhe”. De qualquer das formas, a directora garante que “tudo isto é uma apólice de seguros”.

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