Centrais prometem aderir a greve no Amazonas

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Manaus – Todas as sete centrais sindicais do Amazonas aderiram ao Ato Unificado, marcado para 10 de novembro, em todo o País. Em Manaus, o evento acontecerá na Praça Heliodoro Balbi (Praça da Polícia), no Centro, a partir das 16h30. As reformas trabalhistas e da previdência do governo Michel Temer são os principais pontos dos manifestos.

As entidades sindicais, movimentos sociais e populares querem chamar a atenção da sociedade para as medidas que vêm sendo implementadas pelo governo Temer que afetam os trabalhadores, com apoio do Legislativo e do Judiciário. “A partir do dia 11, passa valer a reforma trabalhista e os sindicatos grandes que fecharam acordos estão conseguindo manter direitos, enquanto os pequenos vão ficar muito prejudicados, além disso, somos contra a aprovação da reforma da Previdência”, explicou um dos coordenadores da secretaria executiva da Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas), Gilberto Vasconcelos.

Hoje, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, está marcada uma reunião, a partir das 18h, com todas as organizações de trabalhadores e movimentos sociais para definir as ações no evento (Foto:Danilo Mello/28-03-08)

Hoje, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, está marcada uma reunião, a partir das 18h, com todas as organizações de trabalhadores e movimentos sociais para definir as ações no evento. “Nesta reunião, vamos definir se irá ocorrer apenas a concentração na Praça da Polícia ou se iremos fazer caminhada, se sim, vamos definir também o trajeto”, explicou Vasconcelos. “A expectativa é que o ato consiga uma adesão média por conta do cenário político de fim de ano e a pouca mobilização”, disse.

A Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas (Adua) é uma das cerca de 40 entidades que irão participar da atividade, em Manaus, que marca o Dia Nacional de Lutas, Mobilizações e Paralisações.

As lideranças do Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Amazonas (Sindsep-AM) também anunciaram a adesão ao movimento. “Precisamos nos unir e nos mobilizar cada vez mais, ou seremos completamente aniquilados, haja vista todas as investidas da classe política e empresarial contra os nossos direitos”, disse o secretário-geral do Sindsep-AM, Walter Matos.

Entre outras medidas do governo Temer que atingiram os servidores, Matos ressalta o Programa de Demissão Voluntária (PDV), a tentativa de aumento da contribuição dos servidores de 11% para 14%, a demissão de concursados, a PEC 95 – que congela por 20 anos os investimentos no serviço público -, a extinção de 60 mil vagas para concursos e a suspensão do acordo de 10% que beneficiaria mais de 23 categorias, sem contar as perdas dos que estão para se aposentar, caso a reforma previdenciária seja aprovada da forma como está proposta.

http://d24am.com/economia/centrais-prometem-aderir-greve-no-amazonas/

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