Bailarina amazonense trilha trajetória de sucesso pelos palcos do Brasil

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Ela iniciou sua história na dança por meio do Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro, e hoje estampa os materiais de divulgação do 7º Festival Amazonas de Dança, exibindo toda a expressividade e a sinuosidade dos movimentos corporais que executa. Com apenas 21 anos, a amazonense Gabriela Freitas de Lima atualmente é integrante do Balé Experimental do Corpo de Dança do Amazonas e coleciona participações em inúmeros festivais e concertos, em Manaus e em outras cidades do Brasil.

A trajetória de Gabriela é exemplo no cenário artístico da dança no Amazonas, que cresce e ganha impulso a cada ano com a revelação de grandes talentos locais, resultado de políticas de incentivo à formação em artes promovidas pelo Governo do Estado, via Secretaria de Estado de Cultura. Além de estampar o cartaz, a jovem bailarina irá se apresentar no Festival, que acontece de 8 a 10 de setembro, com apresentações de dança, homenagens e oficinas no Teatro Amazonas, Largo de São Sebastião e Ideal Clube.

O início de uma paixão – Com um amor descoberto ainda aos 6 anos de idade, foi por meio de um convite feito por uma tia para iniciar um curso de balé que Gabriela Lima começou sua trajetória na dança, tornando-se uma bailarina de referência no cenário da arte em Manaus.

Gabriela fala que seus primeiros passos tiveram início no Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro, onde ingressou na primeira turma de formação artística em dança, no ano de 2003. No começo, ela não tinha muita certeza do estilo que seguiria dentro da arte. Cursou o Baby Class e seguiu para o Balé Contemporâneo, onde teve aulas com a professora venezuelana Aryane Freire. Foi então que descobriu o que realmente queria seguir na dança.

“A Dança Contemporânea é a minha dança. Por ela, meu corpo fala. É onde consigo me expressar”, revela.
Gabriela é resultado de uma política cultural criada há 20 anos, quando da criação da Secretaria de Estado de Cultura, que impulsionou as artes no Amazonas, com a criação do Liceu de Claudio Santoro e com o estímulo e organização de eventos culturais de grande porte, onde as artes ganharam espaço para se desenvolver técnica e profissionalmente.

Bailarina amazonense Gabriela Lima/Foto: Bruno Zanardo/SECOM

“Quando entrei no Liceu, a dança ainda não possuía uma posição de destaque no cenário artístico de Manaus. Mas, lá de dentro (do Liceu), eu participei de uma evolução significativa da dança no mercado, ainda que hoje nem todos respeitem essa arte como um meio de vida profissional”, destaca.

Evolução na dança – Gabriela sente-se emocionada e orgulhosa por ter vivenciado o crescimento da Dança no Amazonas, participando de todos os espetáculos promovidos pelo Governo do Amazonas, como o primeiro Concerto de Natal intitulado “Quebra Nozes” (2002), no Centro Cultural dos Povos da Amazônia.

Também já passou por companhias locais como a Contém Dança Cia, da bailarina Francis Baiardi, com a qual apresentou em Manaus o espetáculo premiado pelo Funarte, “Imagens, Ensaios e Insights”. Em 2013, participou do segundo maior festival de dança do mundo, o Festival de Joinville.

Toda essa trajetória, afirma a artista, é decorrente de estudo e motivação que vêm de sua vivência no Liceu. “Foi no Liceu Claudio Santoro que descobri a dança como meu objetivo de vida, arte pela qual poderia alçar voos maiores. Vivo da dança hoje em dia, tenho maior orgulho de dizer que faço parte do Balé Experimental do Corpo de Dança do Amazonas e tenho orgulho de ter sido da primeira turma de formação artística do Liceu”, declarou.

Para Monique Andrade, diretora do Balé Experimental do CDA, Gabriela é uma intérprete de grande potencial. “Eu já acompanhava a trajetória da Gabriela desde o Liceu. No final de 2013, quando fez a audição para o Balé Experimental, percebi que ela precisava de um impulso para dar continuidade nos seus estudos na Dança. E ela soube agarrar a oportunidade, com a bolsa de estudos que conseguiu no Balé, crescendo, a cada ano, técnica e artisticamente”, destacou.

Bailarina amazonense Gabriela Lima/Foto: Bruno Zanardo/SECOM

Artista em movimento – Com tantos projetos já realizados e outros em vista, este ano Gabriela foi convidada pela Santa Bounce Corpo de Performance, companhia de dança urbana de Manaus, para participar do 16º Festival Internacional de Hip Hop (FIH2), em Curitiba (PR).

Para o futuro, Gabriela está se preparando para fazer parte do Corpo de Dança do Amazonas, desejo que alimenta desde criança. Com a companhia, pretende adquirir mais conhecimento e se destacar em outros Estados.
E ela dá a dica para os jovens que querem ingressar no mundo artístico da dança: “Seja verdadeiro com a dança e ela será com você! Foi a frase que mudou minha vida e o meu jeito de pensar sobre a arte que move minha alma”, afirma.

Festival Amazonas de Dança – Em sua sétima edição, o evento traz uma agenda com mostras de trabalhos de temáticas e linguagens diversas, no Teatro Amazonas e no Largo de São Sebastião, além de programação acadêmica com oficinas gratuitas.

A abertura será no dia 8 de setembro, sexta-feira, a partir das 20h, no Teatro Amazonas, com a participação especial da convidada Vivá Cia. de Dança (RJ), trazendo o espetáculo “Sobre as ondas do mar”, com coreografia do amazonense Carlos Fontinelle, um dos homenageados do Festival.

As cerimônias de abertura e de encerramento do Festival terão lugar no Teatro Amazonas, com tradução em libras para surdos. As apresentações da Mostra Principal, que acontecerão no mesmo local, ao longo das três noites do evento, terão audiodescrição para cegos. Ao lado das montagens selecionadas pela Comissão Curadora, o Teatro receberá ainda apresentações do Corpo de Dança do Amazonas e de seu Balé Experimental, e dos alunos do Núcleo de Dança do Liceu Claudio Santoro.

A programação terá ainda a Mostra Paralela, no Largo de São Sebastião, nos dias 9 e 10 de setembro.
Completando a agenda, nos dias 8 e 9 de setembro terá lugar a programação acadêmica do Festival, com oficinas de Ballet Clássico e de Dança Contemporânea, ambas ministradas pelo bailarino, coreógrafo e educador, Marcos Veniciu, também homenageado do evento. Outra é a oficina de Composição Coreográfica, com o bailarino, coreógrafo e produtor, Rui Moreira.

As inscrições para as formações podem ser feitas de 31 de agosto a 4 de setembro, na sede do Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro. As vagas são limitadas, com 30 participantes por oficina. As atividades serão realizadas no Ideal Clube, no Centro.

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