Aos 16 anos, amazonense é campeão mundial júnior de halterofilismo

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Manaus – Com apenas 16 anos, Lucas Santos consagro-se como o primeiro amazonense campeão mundial júnior de halterofilismo – e o segundo do Brasil -, no último sábado (2), no México.Nesta segunda-feira ele foi recebido com muita festa na Escola Estadual Professor José Ribamar, onde estuda, localizada no bairro Lírio do Vale 2, zona Oeste.

“Eu fiquei surpreso com a recepção e desconfiava de algo, mas não imaginava que fosse desse tamanho. Com a quadra inteira cheia dos meus amigos e professores. Fiquei até um pouco tímido, mas muito feliz com essa surpresa”, contou.

Campeão mundial júnior de halterofilismo (Foto: Reinaldo Okita)

Lucas, que tem uma má formação congênita na perna direita, pratica o esporte há cerca de dois anos no Centro de Alto Rendimento do Amazonas (CTARA). Foi vice-campeão panamericano da modalidade em março, perdendo só para um argentino. A revanche veio no mundial.

“Eu sempre quis ‘batê-lo’ e consegui logo na competição seguinte a do pan, que foi o mundial. Eu cheguei à competição e fiz o que tinha treinado, apesar de ter queimado (quando os juízes não validam o movimento de supino) na primeira tentativa, respirei fundo e consegui levantar 100kg e sair campeão, foi muito emocionante”, disse.

O atleta também diz que, mesmo com pouco tempo no esporte, com o passar dos treinamentos, a sua execução dos movimentos tem melhorado. “Na minha primeira competição foi difícil me concentrar na questão do cotovelo que não pode dobrar e também no controle da respiração, mas agora já estou começando a pegar a técnica e pretendo chegar no Parapana de Lima, em 2019, e na Paralimpíada de Tóquio em 2020″, completou.

A mãe de Lucas, Maria Graciete Santos, diz que no começo foi bem difícil aceitar a “profissão”, logo, a medalha é exemplo da superação do filho.

“É uma alegria muito grande, pois é uma superação. A infância dele foi muito difícil – e continua sendo – porque ele ainda faz muitos tratamentos. No começo eu tinha medo que o peso caísse nele, porque era muito peso. Eu perguntei se era mesmo o que ele queria e ele disse que sim, então só me restou incentivá-lo”, falou.

O presidente da Federação de Esportes Paralímpicos do Amazonas (Fepam), Getúlio Filho, diz que Lucas é um dos resultados do investimento que foi feito em 2012 pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) no halterofilismo amazonense.

“O nosso projeto existe há 5 anos e já temos resultados não só em nível mundial como nacional também. Nesse ano começamos o clico Paralímpico e assim começamos os trabalhos para 2020 e esse resultado do Lucas, só nos confirma que estamos no caminho certo para que o Lucas ou outro atleta amazonense esteja nas Paralimpíadas de Tóquio”, disse.

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