Amazonas sofreu queda histórica na geração de empregos, em 2016

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Manaus – O estoque de empregos formais do Amazonas sofreu a pior queda, em 2016, da série histórica da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com início em 2003. O número de empregos no Estado passou de 611.161, em 2015, para 572.035, no ano seguinte, uma retração de 39.126 vagas em um ano. Até então, o pior resultado havia sido em 2015, quando 31,7 mil postos foram perdidos. O País também apresentou o pior resultado desde 1976.

Segundo Ministério do Trabalho, todos os setores apresentaram retração no estoque de empregos, em 2016 (Foto: Wilson Dias/ABr)

Todos os setores apresentaram retração no estoque de empregos, em 2016. O setor de Serviços foi o que mais perdeu vagas com a queda de 11,5 mil postos, passando de 173,6 mil empregos formais, em 2015, para 162 mil, em 2016. A Indústria registrou retração de 9,8 mil postos e caiu para 98,2 mil vagas, em 2016, e o Comércio com saldo negativo de 5,8 mil vagas passou a contar com um estoque de 95,5 mil empregos, em 2016.

Em termos relativos, a maior perda de empregos formais foi na Construção Civil que passou de 25,2 mil vagas, em 2015, para 20,5 mil, em 2016, recuo de 18,9%. Já a perda da extrativa mineral foi de 15,8% ao passar de 1,3 mil para 1,1 mil postos.

O estoque da Administração Pública passou a ser de 184,2 mil com a perda de 6,6 mil vagas em 2016. A Agropecuária conta com estoque de 4 mil empregos formais após perder 154 vagas, enquanto Serviços Industriais de Utilidade Pública passou a contar com 6,3 mil vagas, 71 a menos que em 2015.

Com relação à escolaridade, as maiores perdas absolutas se deram entre as vagas de Ensino Médio completo que encerraram 19,4 mil vagas passando de um estoque de 337,6 mil para 318,1 mil. A maior perda relativa foi registrada entre os empregos do Ensino Médio incompleto que recuou 16,18% na mesma comparação e passou de 35,1 mil postos em 2015, para 29,4 mil, em 2016.

Nacional

O estoque de empregos no País caiu de 48 milhões, em 2015, para 46 milhões, em 2016. A queda de 2 milhões de postos de trabalho também foi recorde no Brasil e a maior da série histórica da Rais, com início em 1976.

Todos os setores registraram resultados negativos em 2016, sendo Serviços aquele com maior queda absoluta de 442 mil vagas, seguido da Construção Civil com retração de 437 mil, e Indústria, com 419 mil.

A Construção Civil, no entanto, teve a maior variação relativa negativa de 2016, com recuo de 18,1%.

http://d24am.com/economia/amazonas-sofreu-queda-historica-na-geracao-de-empregos-em-2016/

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