Aeroportuários de Manaus realizam ato contra privatização no Eduardo Gomes

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Manaus – Em ato contra a privatização dos aeroportos da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e pelo reajuste salarial, os aeroportuários de Manaus aderiram ao movimento nacional de manifestação cruzando os braços no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes. A manifestação não causou atraso ou cancelamento de voos no aeroporto de Manaus. Outros 18 terminais do País também tiveram manifestações.

A principal queixa dos aeroportuários diz respeito à transferência para a iniciativa privada da administração de 14 aeroportos da Infraero. Além de faixas e cartazes no saguão de embarque, os manifestantes distribuíram uma carta aberta aos usuários do aeroporto apontando os principais impactos da desativação da Infraero.

A principal queixa dos aeroportuários diz respeito à transferência para a iniciativa privada da administração de 14 aeroportos da Infraero (Foto: Eraldo Lopes)

“Nossa luta principal é pela existência da Infraero porque foram anunciadas as privatizações de 14 aeroportos sendo dez administrados pela Infraero, e nós sabemos qual o destino dessa instituição: a desativação”, disse o dirigente em Manaus do Sindicato Nacional do Aeroportuário, Arthur Nascimento.

Entre as consequências da privatização, a carta do sindicato aponta o aumento das tarifas e o lucro dos empresários em detrimento do conforto e segurança dos passageiros.

A categoria também reivindica o reajuste salarial em 10%. “Nossa data base é em primeiro de maio e a Infraero não fez nenhuma proposta. Esse ato também é um indicativo de greve que deve acontecer em 26 de setembro caso não haja entendimento no Tribunal Superior do Trabalho”, disse Nascimento.

Manifestação aconteceu na tarde desta terça-feira (Foto: Divulgação)

Nacional

Na cidade de São Paulo, o ato se concentrou no Aeroporto de Congonhas, um dos terminais incluídos nos quatro blocos de concessão anunciados pelo governo. “Nós queremos alertar a população sobre o erro que é conceder Congonhas ao setor privado, porque ele [o aeroporto] é superavitário, o mais rentável da Infraero e banca mais de 60% das despesas geradas nos terminais que operam com déficit”, justificou Severino Macedo, diretor do Sina, em Congonhas.

Severino disse que apesar de terem sido reduzidos voos depois da tragédia com o Airbus A320 da TAM, em 2007, desde então “o número de passageiros só tem crescido neste terminal e aqui não temos crise”.

Em defesa do ato, Severino argumentou que muitas vezes a população é induzida a achar que os servidores públicos são preguiçosos, quando, na realidade, “somos celetistas de uma empresa pública que sustenta o funcionamento do terminal”. Congonhas é o segundo maior aeroporto do país, com movimento de 21 milhões de passageiros por ano.

De acordo com o Conselho do Programa de Parcerias de Investimento (PPI), a meta é a de abrir licitação para 14 aeroportos em quatro blocos. Além de Congonhas, que pela proposta do governo é efetuar o negócio no primeiro e único lote, estão previstas as concessões dos terminais do Nordeste (Maceió, Aracaju, João Pessoa, Campina Grande, Juazeiro do Norte e Recife); de Mato Grosso (Cuiabá, Sinop, Ala Floresta, Barra do Garça e Rondonópolis) e dos aeroporto de Vitória e de Macaé (RJ). Só na área de transportes, o plano de desestatização deve render R$ 8,5 bilhões.

http://d24am.com/economia/aeroportuarios-de-manaus-realizam-ato-contra-privatizacao-no-eduardo-gomes/

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